quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A RIQUEZA É RELATIVA



Estou há muito tempo sem postar, porém venho me pegando por diversas vezes, no pouco tempo que me sobra, a raciocinar alguns assuntos que podem ser desenvolvidos/escritos, e com muita clareza possa ser discutido por todos na blogosfera de finanças com toda bagagem acumulada por cada um que aqui frequentam. Vamos fazer uma breve reflexão sobre a minha trajetória até o momento atual, que me ajudará a costurar o raciocínio.

Eu trabalho desde os 15 anos de idade, idade que decidi que deveria ter dinheiro para bancar minhas pequenas saídas, cinema com os amigos e até o tênis de marca que jamais no tempo pretérito consegui comprar. Já fiz de tudo, trabalhando até sem carteira com uma alcunha de “estagiário”, em que eu trabalhava o dia todo e até os sábados, com um empregado normal (CLT). Ao longo dos anos a vida foi evoluindo e fui sempre alçando novos caminhos, sempre um melhor do que o outro e com salários melhores. Beleza, até aí eu fiz com a maioria dos brasileiros e sabemos por aqui que fazer o que a maioria faz, esperando resultado diferente é perder tempo e tempo é dinheiro.

Para tentar fazer diferente, foi então que comecei a me interessar pelo assunto acumular riqueza, já passei por diversas etapas do aprendizado e até a desilusão de ficar extremamente duro e pior, devendo muito ao ponto de não conseguir colocar comida na dispensa de forma digna. O barato que a maneira que eu agia e vivia eram imutáveis e a o resultado era que a vida não mudava. No momento que eu mais precisava de dinheiro, estava no olho da rua (gratidão meu pai) nenhum filho da puta de amigo me estendeu a mão e pelo pouco que me lembro só apareceu aproveitador para colocar mais terra em cima de minha cabeça. Eu não conseguia me libertar dos excessos e tipo de vida escrota que eu vivia e achava que era necessário (parece até um vício, mas de certa forma consumo é viciante).

Quer exemplo: Eu morava a 7 KM do meu antigo emprego, o qual passei quatro anos. Sete quilômetros se bem me lembro, são cerca de duas ou três voltas no estádio do Maracanã. Moro perto do Metrô, tem linhas de ônibus menos selvagens e como eu disse eu moro perto do antigo trabalho que ficava na região central do RJ. Mas eu tinha que ter uma moto, e não qualquer moto, uma moto visada (que fui roubado na porta de casa e por sorte consegui recuperar), financiada em 48 vezes sem entrada. Dava para vender, passar esse passivo para outro e ir de ônibus usando o vale transporte da empresa o qual eu na entrevista como muito orgulho falei: “Não precisa, eu tenho moto”.... Só faltava o dinheiro da gasolina.

Ter altos gastos com saídas com os “amigos” e outras coisas que naquele momento eu achava que eram meu estilo de vida (tá de sacanagem) era o que me afundava mais.  A cereja do bolo foi com dois empréstimos nas costas, moto financiada, devendo e sem crédito, pegar os últimos trocados e comprar um carro (primeiro carro) para aumentar mais ainda o tamanho da cova. Até aí nenhuma novidade eu fiz como a maioria dos jumentos bostileiros brasileirinhos, que sem instrução financeira nenhuma, e influenciado por uma exorbitante oferta de crédito, tentaram fomentar o crescimento do país gerando uma demanda artificial baseado no crédito fácil (CONCEITO DE BOLHA), comprava tudo não me permitindo sanear as finanças e tão pouco ter algum tipo de austeridade nas contas domésticas. A final a vida é linda e estamos na Suíça ou na Gozolandia.



Pois bem, após muita persistência e reestruturação que muitos de vocês já sabem por acompanhar o blog, me desfazer dos “ativos” como o segundo carro e a segunda moto, que todos sabemos que são passivos pois só tiram dinheiro do nosso bolso, consegui com muita garra e entusiasmo entender muito do mundo dos investimentos e principalmente do saneamento doméstico que vem antes de TUDO. A mudança do mindset é extremamente obrigatória, sem ela você vai ficar dando murro em ponta de faca. Não existe economia do mundo que se sustente sem uma poupança doméstica FORTE. E eu que não sou nenhuma nação, sou muito mais fraco, também não poderia fazer diferente.
Me lembro que certa feita, alguém comentou aqui no blog me questionando, como eu ainda tinha dívidas e estava fazendo poupança/investimento, dura lição. Fiquei esbravejando em casa, falei mal admito, mas depois de cabeça fria vi que o nobre colaborador dessa humilde comunidade, apenas estava me dando uma dica valiosíssima para quem quer algum dia colher os doces frutos de economizar e investir. A este nobre colega que veio aqui e com o atrevimento de um mestre catedrático e me deu um tapa na cara, MUITO OBRIGADO. Essa dica não morrerá comigo, passarei sempre que possível adiante.

        


Mas o que eu quero abordar e ali em cima ainda era a introdução, é que nós podemos aprender um pouco mais observando o nosso padrão de vida.
A um tempo atrás, não muito tempo eu estava fudido, era pródigo e enrolado até o pescoço.  Passado essa fase, a mais ou menos uns 6 meses atrás eu juntava com o objetivo de completar minha reserva financeira, de maneira que eu tivesse liberdade com ser humano para poder pensar e agir. Segurança em primeiro lugar, as taxas que se explodam. Digo seis meses atrás, pois foi quando 2016 deu uma guinada e eu conseguir sair do regime de escravidão análoga o qual eu me submeti por tanto tempo e por conta de ter me preparado tanto e a ocasião que apareceu. Alguns chamam de sorte, o fato é que consegui continuar no dia seguinte à minha saída a escalada a independência financeira.

Não sou tolo sei dos riscos, estou tendo um desempenho superior a muitos amigos e conhecidos, mas seis também que o período de bonança não é para vida toda. Quer um exemplo, não sei de onde virão as receitas de 2017. Mas não ficarei de cabelo branco, pois o meu trabalho de casa foi e está sendo feito a cada dia. Agora resta procurar mais ouro no garimpo.
Tá mais o que isso tem haver com o tema “A riqueza é relativa”...
Nós que estamos chegando aos 30 anos, não passamos por muitas das crises que nosso país já enfrentou. Quando digo crise é de todas as esferas, uma vez que já tivemos golpes, rachas nos poderes, crise financeira, milhares de moedas, moratórias, indexação, desindexação e traidores da pátria e do povo. Para piorar vejo é que fomos cevados como um bom novilho para fazer e repetir muitas das baboseiras que servem de modelo para um cidadão médio. Um ciclo sem fim, romper essa tendência é extremamente complicado.

Beleza, mas aonde eu quero chegar?

Responda sinceramente, como investidor, depois do colchão de segurança, qual é sua próxima meta? Aposentadoria, muitos vão dizer. Mas como você vai chegar lá, o que você considera aposentadoria? Eu não quero me aposentar velho barrigudo, broxa e cansado. Aí que vem o conceito de relatividade da riqueza. Eu posso ser rico financeiramente em diversas escalas e cada um com a sua, a final a minha vida é só minha e a sua é  sua.
Eu por exemplo tenho um custo de vida relativamente baixo. Vale considerar que não pago aluguel e não tenho filhos.
Gastamos em casa a média de R$ 2.100 para viver, entre custos fixos e variáveis.

Eu gosto muito do conceito do Bastter que você sabe que é rico quando o total do seu montante investido te retorne uma renda passiva, de se não me engano, duas vezes mais o seu custo de vida. Por que duas vezes mais? Por que se você for retirar todo mês todo rendimento, o principal vai definhando e você vai ficar duro. Simples.

Veja que a relatividade no caso está no quanto você necessitará (meio), para ter uma vida digna/plena (fim). Isso é extremamente interessante, pois isso às vezes te deixa mais tranquilo para estabelecer metas reais e persegui-las de forma sadia sem deixar o principal ativo que possuímos ir pelo ralo, nosso tempo de vida. Esse ativo é o mais importante e se esgota rapidamente.

Então do que adianta você se matar para alcançar os cem milhão e não sei o que, que não saiu nenhum dia do mês para economizar cada centavo, que não pagou o médico da mãe por que não ia aportar, etc, etc.. Isso cria uma relação doentia com o dinheiro, e que não tem fundamento nenhum e só vai trazer frustação no final da caminhada.

Baseado nesses princípios que me atendem muito bem neste momento, fiz meia dúzia de contas de padeiros e verifiquei o quanto precisaria para ser independente financeiramente, ou seja, aposentado. Incluí nesse ensaio situações que hoje não possuo, mas seriam de meu agrado se tivesse mais poder de compra. Dessa forma posso ter um norte de como e quanto deverei perseguir ao longo de minha jornada produtiva. Vale ressaltar que esse ensaio não considera inflação e tão pouco reflete meus gastos reais. Ratifico que para mim aposentadoria não significa ficar vendo globo esporte todo dia em casa ao meio dia, mas fazer algo que eu realmente queira fazer na vida e não por conta das cenouras do burrinho.

Então vamos aos nº:





Considerando o ensaio acima, eu deveria ter por mês uma renda passiva de R$ 6.000,00, uma vez que três mil reais seriam para manter meu padrão de vida pagando todas as contas (não é assim que é feito atualmente, tudo é dividido em casa) e de maneira que os outros três mil reais continuassem a gerar mais rendimentos e não acabando com o valor principal. Já da para ter ideia e levar para a vida real.

Se você for escravo do trabalho e tiver um custo de vida como eu exemplifiquei e nenhum montante investido ou patrimônio que gere renda, no mínimo você terá que ter um salário bruto de R$ 3.797,85, pois dele iriam ser deduzidos INSS, IRRF e o Vale transporte que as maiorias das empresas descontam. Eu sei é pouco, mas vale dizer que esse valor no meio de uma crise que estamos passando e no BRASIL, é foda de conseguir com baixo nível de conhecimento. E O MAIS INTERESSANTE, NESSE CASSO NÃO TEM APORTE NENHUM NO MÊS, TUDO QUE VOCÊ GANHA, VOCÊ GASTA!!

Se não considerarmos a inflação e esse estilo de vida “simples”, somados a juros líquidos de 1%, eu precisaria para esse caso um valor acumulado de R$ 600 mil reais.  Aí estaria a IF do ensaio. Claro que seria necessário corrigir pela inflação, mas some isso a força do seu trabalho (livre) e veja o quanto seria de potencializador os anos de frugalidade e ofertas a Nossa Senhora dos Aportes.

Segundo outro ensaio que fiz, eu vou chegar nesse valor em Abril de 2025, parece distante, mas são apenas 9 anos. Se você considerar que o cidadão médio financia imóvel em 35 é uma merreca de tempo.

Vale ressaltar que de maneira nenhuma estou demonizando aqueles que querem mais dinheiro e o famoso milhão, bilhão ou quem sabe trilhão. E que tão pouco eu satanizo quem se mata de fazer trader, ou quem se arrisca ao nosso mercado esquizofrênico. Cada um tem sua estratégia e se na vida tivéssemos uma fórmula absoluta para a felicidade e sucesso, seria muito simples e todos já estariam ricos, felizes o mundo não teria guerra.... O post reflete o momento em que estou e as metas que estou perseguindo. Após atingir a IF ou a semi IF, partirei para comprar meus caprichos ou realizar grandes sonhos (quem sabe).

Vale reiterar que a opinião é livre. Se você quer porque quer juntar por juntar sem ter ideia de quanto precisa para ser financeiramente livre, faça.

Sendo assim temos aqui nesse texto algumas lições que lemos, escutamos e às vezes nem nos damos conta que elas contêm lições muito claras. Se fosse para colocar em frase de grandes pensadores e que deram uma contribuição ao nosso pequeno mundo de frugais investidores, teríamos no mínimo centenas de frases como estas:

"Nunca gaste o dinheiro antes de tê-lo." Thomas Jefferson
"Muitas pessoas gastam o dinheiro que ganharam... para comprar coisas das quais não gostam... para impressionar pessoas das quais não gostam." Will Rogers
"São as nossas escolhas que nos mostram quem realmente somos, mais do que nossas habilidades. J. K. Rowling
"Dinheiro é como água do mar: quanto mais se toma, maior é a sede." Schopenhauer

Um excelente final de mês a todos e até o fechamento mensal.


30 comentários:

  1. Essa frase simples resolveria muitos problemas econômicos: "Nunca gaste o dinheiro antes de tê-lo".


    Abraço.

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    1. Com toda certeza. Mas o consumo seduz. Para quebrar essa barreira é complicado.

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  2. Rato, a luta é dura e difícil...
    Entendo que analogias muito comuns na blogosfera, como "sair da Matrix" se encaixa perfeitamente no que nós.. 'aportadores', vivemos e sentimos no dia a dia..

    Segundo meus cálculos, em 6 anos eu atinjo a IF!

    Grande abraço

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    1. Fala Japa, realmente a luta é árdua. Eu esqueci de mencionar a respeito do salário ideal para buscar a IF. Na minha opinião eu deveria receber pelo menos o dobro do que eu estimei para ter uma vida confortável. No caso ali foram 3 mil de gastos, mas se o sujeito ganha algo em torno de 6 mil líquido e tem capacidade de aportar os outros 3, aí fica lindo.

      Iniciativa privada para conseguir isso é foda. Mas é possível.

      Sair da Matrix é relativamente fácil. Se supormos que um riponga que fica fumando maconha e fazendo miniatura de Bob Marley em durepox e não se importa com a higiene e nem com acumular dinheiro é mole. kkkk

      Mas para nós isso não serve. (Graças a Deus)

      Seis anos passam tão rápido, espero está aqui firme e forte para contemplar sua Independência financeira.

      Um forte abraço meu caro !

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  3. Li, em alguma postagem na internet, e adotei como nova crença :
    "Rico não é aquele que mais tem, mas sim aquele que menos precisa."

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    1. Muito bom o pensamento. Vale lembrar que o saco dos desejos é sem fundo.

      Abraço !

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  4. Rato.
    Bom texto, se privar n é a saida, tenho uma meta para 2016, mais confesso q nessa minhas férias a voontadr de sair da empresa em q estou esta falando bem mais alto que minha paciencia.

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    1. PDZ, começo a achar que isso pode ser uma das armadilhas de nossa caminhada. A vontade de mandar um foda-se para muita gente nos garantindo no dinheiro do pão guardado é muito grande. Tanto que eu fiz. Mas tem muito risco, muitos mesmo.

      Nesse momento eu fico com uma frase do Seu Madruga : " Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar."

      Pense 100 vezes antes de fazer isso e não deixe as emoções dominarem.

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  5. Rato,

    Esta foto dos jumentos é hilária, ri muito aqui...

    E a riqueza é assim, não que ela seja relativa, mas é adaptável à situação do local ou pessoa. Para um brasileiro comum, ter uma casa própria e uma renda que lhe permita comer e pagar as despesas básicas já está de bom tamanho. Para um cara de classe média média, essas coisas mais um carro e algo para uma aposentadoria, além de um suporte financeiro aos filhos (cursos e escola) já está de bom tamanho.

    Ou seja, não é necessário, dependendo da realidade, ter algo tão grande para viver normalmente e sem precisar vender o tempo a trabalho. Se você já tem uma vida que considera confortável (paga as despesas básicas, se permite a ter algum lazer e dinheiro para viagens), uma renda passiva que a cubra duas vezes já é um ótimo negócio. O que eu quero dizer é o seguinte: se você gasta 3 mil, então uma renda passiva de 6 mil já está boa.

    Eu ainda quererei mais, não por simples ambição, mas por mudança mesmo. Pretendo, ao atingir a IF (ou semi), mudar-me para outro país, e, para tal, quero segurança financeira até chegar à velhice, uma renda passiva que seja três vezes os meus gastos...

    Mas o negócio é focar nas metas e atingi-las tranquilamente (sem loucuras).

    Abraço!

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    1. O segundo jumento da esquerda para direita era eu a um tempo atrás. Kkkkk

      Entendo o exposto e apoio sua atitude ela é legitima e saúdavel. Ambição é saudável, ganância não.

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  6. Rato, só botaria mais uma variável aos seus cálculos. Quanto mais velhos ficamos, mais precisamos de remédios. Por isso eu adicionaria uma inflação no custo de vida. Do resto penso da mesma maneira. Não preciso ter um milhão em caixa. Só preciso de um patrimônio que me gere renda o suficiente para viver bem. Com esses 3k mensais por exemplo, no nordeste seriamos REIS! Mesmo vivendo nas cidades turísticas, o custo de vida lá é bem menor que este esgoto em que vivemos.

    Abraços!

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    1. kkkkkkkkkkkk
      Com toda certeza.
      Na verdade o custo de vida inflaciona e o plano tem que ser alterado constantemente. Se gerenciarmos as contas como a escola de administração manda, sempre teremos que está atualizando os custos e as receitas.

      Agora com 3K mês eu fico de boa em qualquer cidade pequena ou média. sem dor de cabeça nenhuma. Podendo ferir o saco de tanto coçar e contando pássaro o dia todo no céu.


      Outro dia vi um vídeo do Ciro Gomes falando sobre uma frase do Dirceu: " Ciro, com menos de 100 mil reais por mês eu não vivo..."

      E eu aqui de baixo olhando para os 6 mil de renda passiva.


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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Rato, bom texto!
    E se privar de tudo não é a saída.
    Temos que conciliar o aporte com a nossa vida real, se não ela passa em branco.
    Abraços.

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    1. De fato privação é quase castigo. Mas bato muito nessa tecla, uma vida tem que valer a pena a ser vivida. Com sabedoria é claro.

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  9. Grande Rato, inteligente ponto de vista..

    É o problema do mundo consumista ... não estou aqui defendendo que a pessoa vire um ermitão .. se cada vez q aumentar a sua renda .. vc comprar um carro mais caro.. um ap mais caro ... tudo q vem de indireto, seguro .. ipva.. etc.. aumenta junto ... com despesas cada vez maiores.. eu preciso de posições melhores para poder pagar as contas que aumentam ... e nunca sobra ..

    Sobre o ponto de vista do bastter concordo, por causa de uma coisa .. inflação ... se você hoje quer 5k pra nao trabalhar mais ... daqui 10 anos ... qt valerão seus 5k por mês?

    Infelizmente o brasileiro aprendeu as duras penas que ter.. é completamente diferente de poder pagar ...

    Abs!

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    1. O problema do nosso povo em geral é que historicamente fomos doutrinados a fazer conta de quanto a parcela cabe no salário. Sendo insuficiente para qualquer planejamento e alimentando assim os bancos e ferrando toda uma economia doméstica que tem que ser feito por cada um de nós. Também puderá, nossos pais, avós e até alguns de nós, já fomos tão assolados com a inflação que fica difícil pensar em juntar dinheiro.

      Quando falo que fico feliz em ver a galera da blogosfera superando cada dia um tostão a mais de patrimônio é a mais pura verdade, pois acabar com essa ciranda da pobreza que nos cerca é muito difícil. Eu passei por isso e senti a forma mais aguda de como ser mais um ser defecante que recebia o mísero salário mínimo e não sobrava nada depois de 5 dias.

      Enfim, essa discussão é enorme e se fizermos pelo menos a nossa parte em casa já começa a melhorar a vida e talvez um dia todo mundo fazendo esse país vá para frente.

      Forte abraço meu caro !

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  10. Boas

    Nunca gaste o dinheiro antes de tê-lo ?? Quando vou aprender isso kkkk

    Abraço e vamos continuar essa luta ae :D

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    1. "O hábito de economizar é em si mesmo um ato de educação: alimenta cada virtude, ensina abnegação, cultiva um senso de ordem, treina a premeditação e assim expande a mente."

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  11. Respostas
    1. Penso muito nisso, se não der certo na iniciativa privada e nem na parte de empreendedorismo eu vou arriscar virar funça.

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    2. RATO, por curiosidade, em que vc empreende?

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  12. Venha ver a sua colocação no ranking geral!

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    1. Fala aí RF, já dei uma passada lá. Muito bacana o trabalho. Sucesso.

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  13. Rato! Infelizmente o mundo consumista nos proporciona isso.
    Mas você está se saindo bem, aliás, melhor que mais de 50% da população brasileira!
    Quanto aos cálculos, o problema é que a vida não é uma ciência exata, amanhã você tem um filho, ou então adoece, e tudo vai por água abaixo. Mas temos sim que alcançar nossa IF! Penso como você, não quero me aposentar para ficar vendo a globo, mas com a IF acredito que conseguiria me arriscar muito mais sem a preocupação de colocar o pão na mesa. E é nesse momento que as coisas podem dar uma virada, pois fazendo o que gostamos é onde acho que iremos ganhar mais e mais dinheiro.

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  14. Excelente post, Rato.

    Me identifico com alguns raciocínios.

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  15. Muito boa reflexão. Pessoalmente, estou fazendo algo que vc condena: vivendo frugalmente para aportar ao máximo! Sou pobre, fudido e não tenho nada na vida. Então, agora que comecei a aprender sobre finanças, quero economizar o maximo possível para aportar e ir gradualmente aumentando o consumo e pequenos luxos.

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    1. vai ser minha saida tbm... já que não tenho graduacoes e nasci pobre e devido à indecisão, não fiz nenhuma faculdade aos 19 anos. Hoje com 29 resolvi fazer um tecnólogo pra daqui a 2 anos quando formar poder ter um cargo de 3,5 - 4,0k, para daí começar a Aportar algo minimamente expressivo.

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