segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ATUALIZAÇÃO PATRIMONIAL OUT/16 (+13,849 % ou R$ 6.934,15+)

INTRODUÇÃO

IIIIIIITTTTTTTSSSS TIMEEEEEEEEEE ............


Bruce Buffer vibra com o resultado da carteira de investimentos no mês.

É meu amigo, sabe o que isso que isso quer dizer? Meta de 2016 ficou para trás. De acordo com as projeções que fiz, considerando todas as receitas líquidas e aportes que ainda vão ocorrer neste ano, a meta foi mais que alcançadas (pela segunda vez) e com folga. Quando desenhei a meta de 2016 no ano passado, esperava chegar ao valor que estimo chegar neste ano somente em 2017. Ficou embolado? Alcancei a meta que havia estimado com um ano de antecedência. Agora é continuar a engordar a carteira e para trás, como diria o filósofo, nem para pegar impulso.
Vamos aos números, carteira atualizada agora, fresquinha, cheirando a bumbum de neném. kkkkk

CARTEIRA ATUALIZADA





Renda passiva do mês:
·         Renda Fixa - R$ 386,97;
·         Renda Variável - R$ 281,57;
·         Alugueis mês FII (Reinvestidos) - R$ 76,32;
·         Total de R$ 744,86 de renda passiva.
Rentabilidade média de toda carteira: 1,60%

DIVISÃO DOS ATIVOS
Renda Fixa


FII’s

 


De acordo com o tripé dos investimentos e minhas classificações de ativos, a carteira de investimentos está escalonada (%) da seguinte maneira:



Minha carteira tem meta de exposição de 80% a renda fixa e 20 % em renda variável. A medida que eu for experimentando mais e aprendendo com os erros e é claro os acertos, aumentarei a exposição à renda variável.

META² 2016 (R$55.715,91)

Ahhhhh, agora sim destruí essa filha da puta ! A vários meses venho reportando resultados bons, porém abaixo das metas definidas. Esse resultado só foi possível pela contribuição da Sra. RI que mais uma vez neste ano aportou uma bela quantia de uma só vez. O Fundo de Investimento Corrida dos Ratos agradece.




CONCLUSÃO

“Ahhh miseravii, quem foi que te ensinou a investir assim ein?”



“Foi meu professor, de ciência.”

Brincadeira, isso não deveria ter nenhuma graça, quem rir vai para o inferno. Kkkk

A verdade que cada dia eu sinto que o caminho realmente é este mesmo. Aportar, ter tirocínio e muita coerência nos gastos e não se privar de uma vida boa. Quer um exemplo disso? Abaixo uma foto de um passeio de baixo custo feito em um dos mais belos cartões postais do mundo, o Pão de Açúcar. Claro, feito com meia entrada, levando água, biscoito e utilizando desconto em tudo quanto é coisa.



Por do Sol no Pão de Açúcar.

Eu moro em uma das cidades mais belas do mundo. Tem problema a cada esquina. Os políticos são um bando de fidumaégua, mas não vai ser por isso que vou deixar de aproveitar o que há de melhor, e é claro economizando cada centavo. Esse é um dos objetivos que tracei para minha vida, vou “turistar” onde vivo e assim aproveitar cada minuto com muita alegria.

Para este ano ainda guardo dois cartuchos de aporte ambos em torno de 3K, se tudo der certo será até maior o valor aportado. Aí eu vou tirar umas férias para recompor as energias.


Post Scriptum: Galera não percam o ranking dos amigos do VDC. Estou nessa corrida também. 

Sucesso a todos !!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A RIQUEZA É RELATIVA



Estou há muito tempo sem postar, porém venho me pegando por diversas vezes, no pouco tempo que me sobra, a raciocinar alguns assuntos que podem ser desenvolvidos/escritos, e com muita clareza possa ser discutido por todos na blogosfera de finanças com toda bagagem acumulada por cada um que aqui frequentam. Vamos fazer uma breve reflexão sobre a minha trajetória até o momento atual, que me ajudará a costurar o raciocínio.

Eu trabalho desde os 15 anos de idade, idade que decidi que deveria ter dinheiro para bancar minhas pequenas saídas, cinema com os amigos e até o tênis de marca que jamais no tempo pretérito consegui comprar. Já fiz de tudo, trabalhando até sem carteira com uma alcunha de “estagiário”, em que eu trabalhava o dia todo e até os sábados, com um empregado normal (CLT). Ao longo dos anos a vida foi evoluindo e fui sempre alçando novos caminhos, sempre um melhor do que o outro e com salários melhores. Beleza, até aí eu fiz com a maioria dos brasileiros e sabemos por aqui que fazer o que a maioria faz, esperando resultado diferente é perder tempo e tempo é dinheiro.

Para tentar fazer diferente, foi então que comecei a me interessar pelo assunto acumular riqueza, já passei por diversas etapas do aprendizado e até a desilusão de ficar extremamente duro e pior, devendo muito ao ponto de não conseguir colocar comida na dispensa de forma digna. O barato que a maneira que eu agia e vivia eram imutáveis e a o resultado era que a vida não mudava. No momento que eu mais precisava de dinheiro, estava no olho da rua (gratidão meu pai) nenhum filho da puta de amigo me estendeu a mão e pelo pouco que me lembro só apareceu aproveitador para colocar mais terra em cima de minha cabeça. Eu não conseguia me libertar dos excessos e tipo de vida escrota que eu vivia e achava que era necessário (parece até um vício, mas de certa forma consumo é viciante).

Quer exemplo: Eu morava a 7 KM do meu antigo emprego, o qual passei quatro anos. Sete quilômetros se bem me lembro, são cerca de duas ou três voltas no estádio do Maracanã. Moro perto do Metrô, tem linhas de ônibus menos selvagens e como eu disse eu moro perto do antigo trabalho que ficava na região central do RJ. Mas eu tinha que ter uma moto, e não qualquer moto, uma moto visada (que fui roubado na porta de casa e por sorte consegui recuperar), financiada em 48 vezes sem entrada. Dava para vender, passar esse passivo para outro e ir de ônibus usando o vale transporte da empresa o qual eu na entrevista como muito orgulho falei: “Não precisa, eu tenho moto”.... Só faltava o dinheiro da gasolina.

Ter altos gastos com saídas com os “amigos” e outras coisas que naquele momento eu achava que eram meu estilo de vida (tá de sacanagem) era o que me afundava mais.  A cereja do bolo foi com dois empréstimos nas costas, moto financiada, devendo e sem crédito, pegar os últimos trocados e comprar um carro (primeiro carro) para aumentar mais ainda o tamanho da cova. Até aí nenhuma novidade eu fiz como a maioria dos jumentos bostileiros brasileirinhos, que sem instrução financeira nenhuma, e influenciado por uma exorbitante oferta de crédito, tentaram fomentar o crescimento do país gerando uma demanda artificial baseado no crédito fácil (CONCEITO DE BOLHA), comprava tudo não me permitindo sanear as finanças e tão pouco ter algum tipo de austeridade nas contas domésticas. A final a vida é linda e estamos na Suíça ou na Gozolandia.



Pois bem, após muita persistência e reestruturação que muitos de vocês já sabem por acompanhar o blog, me desfazer dos “ativos” como o segundo carro e a segunda moto, que todos sabemos que são passivos pois só tiram dinheiro do nosso bolso, consegui com muita garra e entusiasmo entender muito do mundo dos investimentos e principalmente do saneamento doméstico que vem antes de TUDO. A mudança do mindset é extremamente obrigatória, sem ela você vai ficar dando murro em ponta de faca. Não existe economia do mundo que se sustente sem uma poupança doméstica FORTE. E eu que não sou nenhuma nação, sou muito mais fraco, também não poderia fazer diferente.
Me lembro que certa feita, alguém comentou aqui no blog me questionando, como eu ainda tinha dívidas e estava fazendo poupança/investimento, dura lição. Fiquei esbravejando em casa, falei mal admito, mas depois de cabeça fria vi que o nobre colaborador dessa humilde comunidade, apenas estava me dando uma dica valiosíssima para quem quer algum dia colher os doces frutos de economizar e investir. A este nobre colega que veio aqui e com o atrevimento de um mestre catedrático e me deu um tapa na cara, MUITO OBRIGADO. Essa dica não morrerá comigo, passarei sempre que possível adiante.

        


Mas o que eu quero abordar e ali em cima ainda era a introdução, é que nós podemos aprender um pouco mais observando o nosso padrão de vida.
A um tempo atrás, não muito tempo eu estava fudido, era pródigo e enrolado até o pescoço.  Passado essa fase, a mais ou menos uns 6 meses atrás eu juntava com o objetivo de completar minha reserva financeira, de maneira que eu tivesse liberdade com ser humano para poder pensar e agir. Segurança em primeiro lugar, as taxas que se explodam. Digo seis meses atrás, pois foi quando 2016 deu uma guinada e eu conseguir sair do regime de escravidão análoga o qual eu me submeti por tanto tempo e por conta de ter me preparado tanto e a ocasião que apareceu. Alguns chamam de sorte, o fato é que consegui continuar no dia seguinte à minha saída a escalada a independência financeira.

Não sou tolo sei dos riscos, estou tendo um desempenho superior a muitos amigos e conhecidos, mas seis também que o período de bonança não é para vida toda. Quer um exemplo, não sei de onde virão as receitas de 2017. Mas não ficarei de cabelo branco, pois o meu trabalho de casa foi e está sendo feito a cada dia. Agora resta procurar mais ouro no garimpo.
Tá mais o que isso tem haver com o tema “A riqueza é relativa”...
Nós que estamos chegando aos 30 anos, não passamos por muitas das crises que nosso país já enfrentou. Quando digo crise é de todas as esferas, uma vez que já tivemos golpes, rachas nos poderes, crise financeira, milhares de moedas, moratórias, indexação, desindexação e traidores da pátria e do povo. Para piorar vejo é que fomos cevados como um bom novilho para fazer e repetir muitas das baboseiras que servem de modelo para um cidadão médio. Um ciclo sem fim, romper essa tendência é extremamente complicado.

Beleza, mas aonde eu quero chegar?

Responda sinceramente, como investidor, depois do colchão de segurança, qual é sua próxima meta? Aposentadoria, muitos vão dizer. Mas como você vai chegar lá, o que você considera aposentadoria? Eu não quero me aposentar velho barrigudo, broxa e cansado. Aí que vem o conceito de relatividade da riqueza. Eu posso ser rico financeiramente em diversas escalas e cada um com a sua, a final a minha vida é só minha e a sua é  sua.
Eu por exemplo tenho um custo de vida relativamente baixo. Vale considerar que não pago aluguel e não tenho filhos.
Gastamos em casa a média de R$ 2.100 para viver, entre custos fixos e variáveis.

Eu gosto muito do conceito do Bastter que você sabe que é rico quando o total do seu montante investido te retorne uma renda passiva, de se não me engano, duas vezes mais o seu custo de vida. Por que duas vezes mais? Por que se você for retirar todo mês todo rendimento, o principal vai definhando e você vai ficar duro. Simples.

Veja que a relatividade no caso está no quanto você necessitará (meio), para ter uma vida digna/plena (fim). Isso é extremamente interessante, pois isso às vezes te deixa mais tranquilo para estabelecer metas reais e persegui-las de forma sadia sem deixar o principal ativo que possuímos ir pelo ralo, nosso tempo de vida. Esse ativo é o mais importante e se esgota rapidamente.

Então do que adianta você se matar para alcançar os cem milhão e não sei o que, que não saiu nenhum dia do mês para economizar cada centavo, que não pagou o médico da mãe por que não ia aportar, etc, etc.. Isso cria uma relação doentia com o dinheiro, e que não tem fundamento nenhum e só vai trazer frustação no final da caminhada.

Baseado nesses princípios que me atendem muito bem neste momento, fiz meia dúzia de contas de padeiros e verifiquei o quanto precisaria para ser independente financeiramente, ou seja, aposentado. Incluí nesse ensaio situações que hoje não possuo, mas seriam de meu agrado se tivesse mais poder de compra. Dessa forma posso ter um norte de como e quanto deverei perseguir ao longo de minha jornada produtiva. Vale ressaltar que esse ensaio não considera inflação e tão pouco reflete meus gastos reais. Ratifico que para mim aposentadoria não significa ficar vendo globo esporte todo dia em casa ao meio dia, mas fazer algo que eu realmente queira fazer na vida e não por conta das cenouras do burrinho.

Então vamos aos nº:





Considerando o ensaio acima, eu deveria ter por mês uma renda passiva de R$ 6.000,00, uma vez que três mil reais seriam para manter meu padrão de vida pagando todas as contas (não é assim que é feito atualmente, tudo é dividido em casa) e de maneira que os outros três mil reais continuassem a gerar mais rendimentos e não acabando com o valor principal. Já da para ter ideia e levar para a vida real.

Se você for escravo do trabalho e tiver um custo de vida como eu exemplifiquei e nenhum montante investido ou patrimônio que gere renda, no mínimo você terá que ter um salário bruto de R$ 3.797,85, pois dele iriam ser deduzidos INSS, IRRF e o Vale transporte que as maiorias das empresas descontam. Eu sei é pouco, mas vale dizer que esse valor no meio de uma crise que estamos passando e no BRASIL, é foda de conseguir com baixo nível de conhecimento. E O MAIS INTERESSANTE, NESSE CASSO NÃO TEM APORTE NENHUM NO MÊS, TUDO QUE VOCÊ GANHA, VOCÊ GASTA!!

Se não considerarmos a inflação e esse estilo de vida “simples”, somados a juros líquidos de 1%, eu precisaria para esse caso um valor acumulado de R$ 600 mil reais.  Aí estaria a IF do ensaio. Claro que seria necessário corrigir pela inflação, mas some isso a força do seu trabalho (livre) e veja o quanto seria de potencializador os anos de frugalidade e ofertas a Nossa Senhora dos Aportes.

Segundo outro ensaio que fiz, eu vou chegar nesse valor em Abril de 2025, parece distante, mas são apenas 9 anos. Se você considerar que o cidadão médio financia imóvel em 35 é uma merreca de tempo.

Vale ressaltar que de maneira nenhuma estou demonizando aqueles que querem mais dinheiro e o famoso milhão, bilhão ou quem sabe trilhão. E que tão pouco eu satanizo quem se mata de fazer trader, ou quem se arrisca ao nosso mercado esquizofrênico. Cada um tem sua estratégia e se na vida tivéssemos uma fórmula absoluta para a felicidade e sucesso, seria muito simples e todos já estariam ricos, felizes o mundo não teria guerra.... O post reflete o momento em que estou e as metas que estou perseguindo. Após atingir a IF ou a semi IF, partirei para comprar meus caprichos ou realizar grandes sonhos (quem sabe).

Vale reiterar que a opinião é livre. Se você quer porque quer juntar por juntar sem ter ideia de quanto precisa para ser financeiramente livre, faça.

Sendo assim temos aqui nesse texto algumas lições que lemos, escutamos e às vezes nem nos damos conta que elas contêm lições muito claras. Se fosse para colocar em frase de grandes pensadores e que deram uma contribuição ao nosso pequeno mundo de frugais investidores, teríamos no mínimo centenas de frases como estas:

"Nunca gaste o dinheiro antes de tê-lo." Thomas Jefferson
"Muitas pessoas gastam o dinheiro que ganharam... para comprar coisas das quais não gostam... para impressionar pessoas das quais não gostam." Will Rogers
"São as nossas escolhas que nos mostram quem realmente somos, mais do que nossas habilidades. J. K. Rowling
"Dinheiro é como água do mar: quanto mais se toma, maior é a sede." Schopenhauer

Um excelente final de mês a todos e até o fechamento mensal.