segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

VAMOS FALAR DE CALOTE ?


   ·         Ajuste fiscal – Governo jogou a toalha;
   ·         IPCA – SELIC – Desmandos econômicos;
   ·         Rolando a dívida - Pagando a dívida com inflação.

1.       Ajuste Fiscal:

Nesta última semana não tive tempo de atualizar o blog e tão pouco de comentar nos posts dos confrades da blogosfera de finanças. Quem acompanha o blog sabe que trabalho em uma empresa do ramo contábil e como toda empresa de contadores não tenho vida o ano todo e em especial de dezembro até março. Isso se deve ao fato que o governo nos obriga a declarar tanta informação para surrupiar mais um pouco de todos nós empresários e povão.

Sempre que tenho 1 segundo para olhar o e-mail pessoal, gosto de ver os boletins o qual sou assinante e informes de consultorias. Procuro me cercar de várias análises, fontes, para no final de tudo pegar minhas merrecas que sobram e fazer um aporte pensando no futuro e na proteção da minha família.

Reparei que cada analista ou empresa tem uma linha de raciocínio, algumas mais tendenciosas ao caos e outras mais brandas ao cenário macroeconômico.

Pois bem, essa semana para minha surpresa, todos os boletins que recebi meio que alardeavam um cenário de recessão profunda que estamos passando. Não é novidade para nenhum de nós que acompanhamos o mercado, que nosso glorioso Bostil está de fato uma bosta. Desemprego, inflação, zica e rebaixamento após rebaixamento de notas de crédito já fazem parte de nosso cotidiano.
Particularmente me chamou a atenção dois artigos de grande veiculação e de fontes que estão consolidadas no mercado.

O primeiro veio do blog Eu quero investir, onde sou assinante dos boletins e gosto da forma que o Sr. Juliano Custódio expõem suas análises.

O Segundo foi da Empiricus, a mesma que previu a queda das ações da Petrobras e a disparada do Dólar quando ninguém pensava nisso anos atrás. Quem quiser ver o documentário da Empiricus, vale a pena apesar de extenso. Link

2.       IPCA

O governo federal abandonou de vez a ideia do ajuste fiscal. Hoje, do jeito que está a máquina pública não aceita e não consegue enxugar gastos. Cortes no orçamento público é quase um palavrão dentro das comarcas dos Ptralhas.

Nem de perto o que se noticiou na última semana é suficiente para conseguir atingir a meta que tanto se estima para 2016.
“O dado do governo em relação ao crescimento econômico mostra uma falta de visão mais isenta sobre o crescimento, como se fez em 2014 e 2015. Os números estão baseados em custos e expectativas de receitas que não são reais”, destaca Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Como sempre nossos desgovernantes estão utilizando pedaladas para conseguir alcançar alguma meta ou então tampar o sol com a peneira. Como por exemplo se apropriar dos precatórios que estão nos bancos públicos.

“O governo está se apropriando de algo que não é dele. É como um empréstimo temporário que ele está usando como uma receita primária. Não é o que as boas práticas públicas dizem que deve ser feito”, afirma Weeeks. O ministro da Fazenda negou que a medida signifique um confisco.

Se não basta-se parece que nosso BC está sendo empurrado goela abaixo, a tendência mundial da queda dos juros básicos da economia. Não sei se por força mundial, ou política ...

A soma de todos os desmandos irá resultar em uma panela de pressão chamada inflação descontrolada que irá simplesmente corroer a economia doméstica e receio até pelo fato de não ter passado por uma grande crise, chegarmos ao ponto de tomarmos um calote dos Ptralhas e Lularápios. Alguns dizem que isso é impossível de acontecer, pois como o governo detém a “impressora de dinheiro”, seria muito mais simples emitir notas de papel pintado e pagar fulano e ciclano do que defecar tudo de vez.

3.       Rolando a dívida:

Que nossa dívida pública é impagável até um chimpanzé de feira sabe. Agora voltarmos a velha tática de pagar a divida pública com inflação, já é sacanagem. Começo a achar que para o governo se torna algo muito interessante deixar a inflação alta, uma vez que os compromissos acordados no passado se tornam algo um pouco menos (0,0001%) intangível, visto o cenário econômico atual.

Vou exemplificar utilizando algo que li e considerei de muito fácil compreensão:

“Imagine que a 5 anos atrás você pegou um empréstimo de R$ 10.000,00 com sua mãe e que na época o seu salário era de R$ 2.000,00, ou seja você devia 5 salários.
Imaginando que o seu salário foi corrigido pela inflação e que hoje você ganha R$ 3.000,00.
Como sua mãe não cobra juros, ela vai querer que você pague os mesmos R$ 10.000,00. Porém agora, estes R$ 10.00,00 só representam 3,3 salários. Ou seja, valeu a pena não pagar a sua mão. Quem já não fez isso, com a pobre mamãe?
Obviamente isso é uma "parábola" para explicar a você as bases do que está acontecendo. Mas no final das contas o que vai acontecer é que teremos títulos públicos rendendo menos ( SELIC mais baixa) e uma inflação maior ( já que o governo vai estimular o consumo).
E podemos chegar ao ponto que os juros títulos não vão nem cobrir a inflação, afugentando os investidores.”

E para onde vão estes investidores? Para pulta que pariu! Vão para os Dólares.

Começo a ficar um pouco cabreiro com relação a alocação de meus recursos e a todo cenário econômico. Confesso que tento sair da fórmula Tesouro Direto para evitar uma possível má notícia, contudo como micro investidor, fica muito difícil alçar novos rumos visto o valor dos aportes. Nos resta agora acompanhar e se preparar para o pior dos cenários.

E com vocês, como está expectativa coletiva da blogosfera? Aceito sugestões.


Voltem para as cavernas !!!










domingo, 14 de fevereiro de 2016

13 Dicas infalíveis para quebrar um empreendimento.

Excelente texto extraído do administradores.com que acabamos por ver quase que diariamente em nossas empresas ou em empreendimentos com sócios que não são tão construtivos.
A pouco tempo o Madruga fez um post sobre um tema parecido, apenas coloco o post para reforçar.

Todo negócio necessita de um grau de otimismo, o que é desejável e natural. Porém, quando há um elevado espírito de otimismo, pode ser prejudicial caso os envolvidos não cuidem devidamente de alguns aspectos determinantes e elementares para que o empreendimento possa se perpetuar. Observe se identifica alguma das dicas em sua jornada empreendedora que possam afetar de forma negativa e, até mesmo, levar ao fim o seu negócio.
1 - Faça planos e deixe o universo conspirar a favor. Você é um cara de sorte e tudo vai acontecer naturalmente; 
2 – Ao contratar pessoas para a sua equipe, foque no menor salário, pois assim alcançará excelentes resultados. Nunca se esqueça que "do couro tira-se a correia";
3 – Não desperdice seu tempo e dinheiro com treinamentos, basta você definir como serão as regras que todas as pessoas saberão fazer tudo direitinho, não é mesmo?;
4 – Invista apenas em marketing, pois ele sozinho garantirá os resultados que seu negócio precisa;
 5 – Lembre-se que cliente é tudo igual, não perca o seu tempo tentando descobrir as necessidades deles, basta rotular bem os seus produtos ou serviços que todos vão querer consumi-los;
6 – Você não pode perder o seu precioso tempo em reuniões com o seu contador para discutir sobre formas legais para reduzir a carga tributária da sua empresa. Você já sabe qual é a melhor alternativa e ponto final;
7 - Não mantenha controle financeiro. O que importa é dar uma olhadinha na conta bancária. Fazer fluxo de caixa, planejar e acompanhar as operações financeiras não vale a pena pois, afinal, o importante mesmo é ter dinheiro na conta;
8 - Não esqueça que resultado é uma conta simples (tudo que entra menos tudo que sai). Medir resultados dá muito trabalho e é desnecessário. Jamais esqueça que a sorte sempre estará ao seu lado;
9 - Não esquente a cabeça com dinheiro. Agora você é um empresário e sua vida tem tudo para melhorar. De forma prática, tudo pode ser resolvido com um cartão de crédito corporativo. Ele resolverá todas as suas necessidades e sua empresa pagará com tranquilidade as faturas mensais;
10 - Faça do caixa da sua empresa uma extensão da sua carteira. Quando precisar de dinheiro, basta pegar. Nada de estabelecer limites e muito menos um valor fixo de retirada mensal, afinal, você é empresário e jamais pode ter limites;
11 - Todo empresário merece usufruir da vida e com você não pode ser diferente. Diante desta situação, nada de trabalhar mais do que 8 horas por dia, sábados nem pensar, domingos e feriados, então, jamais! Não esqueça que está no comando e você é o cara;
12 - Abra várias contas bancárias para sua empresa e não se esqueça de agradar bem os seus gerentes, pois dependerá muito deles para conseguir bons limites nos cheques especiais de cada conta para utilizar sempre que precisar;
13 - Contrate uma contabilidade para cuidar apenas dos impostos e da folha de pagamento dos seus empregados e, no máximo, um livro caixa. Não se atreva a pensar em escrituração contábil, pois lhe disseram que sua empresa não está obrigada. Você é um empresário que sabe das coisas, não precisará da contabilidade para apurar os resultados, apresentar indicadores e relatórios de evolução das despesas, receitas, contas a pagar e a receber e dos impostos em aberto. Estas informações não ajudam em nada pois você já sabe que é um cara de sorte e o universo conspira a seu favor, não é mesmo?;
Importante lembrar que basta praticar todas as dicas acima que a quebra será certa. Mas, se você fraquejar e só conseguir praticar algumas dicas, fique tranquilo, pois pode demorar um pouco mas, da mesma forma, seu negócio não alcançará o próximo ano.