domingo, 31 de janeiro de 2016

ATUALIZAÇÃO PATRIMONIAL JAN/16 (+ 2,30% ou + 227,00)

Como disse nosso amigo Pobre Sonhador, janeiro é um mês morto.  Começo a ver uma tendência em 2016 para nós sobreviventes do bostil. 

Que início de ano sempre é uma porcaria no Brasil, todo nós sabemos. Mesmo ao longo do ano me preparando, aportando, desenhando cenários, sempre acontece algo na vida de um bostileiro que nos faz gastar mais e mais a fim de resolver algum problema.

Esse mês havia planejado forte aporte financeiro, mas algumas coisas (todas) não saíram como eu planejava/desejava:

  1.       O Chuveiro – Há muito tempo o chuveiro da minha casa é uma porcaria. O banheiro como um todo é uma porcaria. O prédio onde moro aqui no Inferno de Janeiro tem +/- 25 anos de construído. Naquela época, os babuínos que o construíram utilizaram todos os encanamentos de ferro. Moral da história, com o tempo os encanamentos de água foram enferrujando por dentro até chegar o ponto que........ não saí mais água. Então o que o chimpa faz, toma banho de balde até encontrar e chamar um bombeiro para quebrar a porra toda e trocar os encanamentos. Conclusão: - R$ 550,00 em aportes. Pelo menos agora caí água igual a cascata de foz do Iguaçu.

  2.       O Carro – Comprei o carro em fevereiro de 2015, e na época vendi minha moto que estava me sugando até os pentelhos do c*. Isso mesmo, como todos sabem, a farra do crédito fácil era a farra que eu também freqüentava. Mas voltando ao assunto, o carro nunca havia passado por revisão mecânica e como estava com um problema na embreagem não tive como fugir. Estava segurando até o último momento para acertar, até pelo fato de não ser algo que estava fazendo o carro parar de andar. Eu iria mexer nisso em Abril, após engordar o porco mais um pouco, com muita calma e considerando vários orçamentos. Moral da história trocou-se o kit de embreagem, cabo de embreagem e um retentor de óleo da Cx. De marcha. Conclusão: - R$ 1.100,00 em aportes.  

Então, com o balde no chão (após o bico que dei nele em janeiro), apresento aos senhores a evolução do mês de Janeiro:


 

Como é possível observar, cheguei nos 10 K com um mês de atraso. Poderia ter chego nos 11 K nesse mês e pulado a fronteira dos nº redondos. Mas infelizmente com diversos “saques” no TD Selic, o qual utilizo como reserva imediata, extra conta corrente,  não tive êxito.  
Esses 3 saques foram imprevistos e inadiáveis. Não pretendo mexer nos meus pré-fixados, pois esse título não esta mais a venda e comprei em alta de tx.

Como estou mexendo muito no Selic, vou compor uma carteira de “front”, que será constituída pela poupança.
Ainda estou aportando com a finalidade de constituir o meu colchão de segurança, só que a meta agora aumentou. O colchão deverá ser constituído de + 30K. Segundo as projeções que estão feitas, tenho margem de + 3,5K.  

Ainda estou firme no TD, fevereiro que tentarei diversificar um pouco. Chega de emprestar dinheiro pro governo.


A partir desse mês, além escrever sobre os aportes e a evolução, farei algo que considero necessário para vida de todo pobretão. Um balanço patrimonial, considerando os ganhos e perdas líquidas e toda pobreza extrema do frugal dono dessa bagaça. Abaixo o resumo do primeiro Balanço Patrimonial do ano de 2016, já que último que postei era apenas um teste:

 

Com relação ao carnaval, aqui no Inferno de Janeiro já começou a farra do mijo, realmente não da mais para circular pela cidade. A festa dos mijões voltou com força total. Solução: Vou para o mato! 

Estarei em Santo Antonio do Pinhal nesses dias de carnaval. Espero que ao menos lá as pessoas sejam menos chimpas.

Quem sabe alguns dias lá,  de para esquecer essa babuínissie toda...


sábado, 30 de janeiro de 2016

Devaneios pré fechamento mensal....

Hoje acordei cedo e azedo. Como fui alijado da lista de uns amigos, fiz o mesmo, passei o cerol e fininho. Se sobreviveu, parabéns, vou sortear R$ 1,00 entre vocês.



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Amanhã escreverei sobre o balanço e fechamento do mês de Janeiro de 2016, o ano gêmeo (2015).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

“Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”


“Para muitos casais, o namoro é como um conto de fadas, uma eterna preparação para a lua-de-mel, mesmo que ainda não esteja nos planos. A convivência restrita a poucos dias da semana, o fato de ambos se encontrarem sempre em clima de passeio e diversão e a ausência de rotina criam a impressão de que estar nos braços da pessoa amada é o mundo dos sonhos.

Por essa razão, a decisão de casar-se acaba sendo um drama para muitas pessoas. Saem de cena momentos de lazer, convivência exclusivamente a dois, presentes românticos e orçamento para um fim de semana. Entram em cena rotina do lar, convivência com parentes (incluindo sogros), gastos com moradia e orçamento apertado para o mês. O drama começa quando o casal pensa em quanto vai custar a vida a dois e nas responsabilidades a ser assumidas. Como a quase totalidade das pessoas não tem a preocupação de se preparar para isso antes de falar em casamento, as mudanças são recebidas como uma ducha geladíssima.


Está desenhado o cenário da primeira crise de todos os casamentos: aquela que acontece antes do casamento. É quando "cai a ficha".”

                                   

Pouco se fala na blogosfera sobre relacionamento a 2 e finanças então resolvi quebrar esse tabu. 


Como o autor, também tive minhas primeiras lições de planejamento familiar quando já resolvi unir as escovas. Antes de pensar em relacionamento, não tinha planos de enriquecimento. 

Nunca fui esbanjador, mas gastava comigo mesmo sempre que havia vontade. Sempre poupei parte de meus rendimentos, sem nenhum plano e meta, meu objetivo era aperas poupar.

Lembro que quando resolvi sair do time dos solteiros, minha poupança não comprava nem um Gol usado, e como todo inicio de relacionamento, comecei sem pensar muito nas finanças e, apenas curtindo os primeiro momentos do relacionamento.


Pois bem, toda relação evolui, mesmo que seja para o término que também pode ser considerado uma evolução. Graças a Deus a minha não foi para esse lado!


Hoje após certo tempo juntos, estamos colocando em prática os planos de enriquecimento conjunto. Já estimamos quanto queremos juntar até o final de 2016 (+ 32K aportados) para formar um belo colchão de segurança e não ter que se preocupar com isso. Sem considerar os rendimentos.


Nosso plano está dando certo, com projeções e muita animação. Isso mensurando cada gasto e não deixando de aproveitar a vida, a final só vivemos uma vez e tem que ser com sabedoria e alegria.


Após dezembro desse ano, passaremos a investir com a finalidade de comprar (no longo prazo) a nossa casa. Serão +- 8 anos de muita luta e suor para comprar um belo imóvel onde poderemos chamar de nosso.


Um conselho que dou aos leitores do blog, não sejam adeptos da sociedade machista e que é incapaz de conversar sobre dinheiro em casa. O assunto é chato (para mim não), mas tem que ser conversado, mesmo que seja por muita insistência. A final, como diz o título do livro “Casais inteligente enriquecem juntos”.





P.s. Apesar de não comentar, dona Ratinha é frequentadora assídua do blog. 


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Filosofia YNAB (You Need a Budget)

Navegando pela blogosfera, me deparei com o Post do Blog Viver de dividendos, onde o mesmo  faz uma abordagem da aplicação (PC - MAC) que utiliza para administrar suas finanças. Sei que cada um de nós utiliza uma ferramenta específica. Uns utilizam o Excel (como eu), outros anotam tudo no caderno, alguns usam papel de pão para rascunhar e muitos utilizam aplicações desenvolvidas para facilitar a administração do FLC.

O intuito do post não é promover a aplicação, e sim a metodologia que o mesmo prega para nos auxiliar em nossa educação financeira e administração de caixa para formação de patrimônio.

Não existe independência financeira para aquele que gasta tudo que possui e não guarda um pouco para o futuro. 

Lembrem-se do sábio manuscrito “The Richest Man in Babylon” de 1926 e suas leis de ouro:

“I. O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos de um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para o seu futuro e o de sua própria família.
III. O ouro busca a proteção do proprietário cauteloso que o investe de acordo com os conselhos de homens mais experimentados em seu manuseio.“

Recomendo a todos a leitura do livro, caso não tenham tido a oportunidade.

A filosofia YNAB é bem parecida com alguns ensinamentos do livro. Destacarei os 4 pontos citados pelo blog Viver de Dividendos:

1.       Dar a cada real um trabalho – Isso é tornar útil cada centavo que você ganha, realizando planos construtivos antes de receber os frutos do seu suor;
2.       Guarde para um dia chuvoso – Numa economia como a nossa, dias chuvosos são frequentes, então vale muito a pena guardar um pouco ou o suficiente para quando o inverno chegar. Lembre-se da fábula da cigarra e da formiga;
3.       Desvie os socos – Em alusão ao boxe,  onde o lutador move seu corpo na mesma direção do soco adversário, de modo a diminuir o golpe. O sistema YNAB reza que devemos ser flexíveis e controlar os gastos excessivos antes de passar para o próximo mês;
4.       Viva sobre o lucro do mês passado – Essa é a mais assombrosa das regras. Confesso que fiquei extasiado ao ler o que era, e com todo respeito ao copyright do blog já citado, abro aspas pois não tem melhor explicação do que a do próprio:

“... essa é a regra de ouro para o YNAB que é permitir com que você viva com a renda do mês anterior, você não vai conseguir aplicar essa regra imediatamente eu levei mais de um ano pra chegar nesse ponto, foi economizando mês a mês de forma que depois de um tempo eu consegui viver com o salário do mês anterior e as regras anteriores são fundamentais para que você chegue nesse nível.
Você deve ir guardando o dinheiro durante o mês inteiro sem precisar de tocar nesse dinheiro para pagar qualquer conta, ele fica ali na sua conta apenas se acumulando durante todo o mês. No mês seguinte você pode começar a usar essa renda que foi guardada no mês anterior e já começa a juntar novamente para o próximo mês.”

Assombrosa essa quarta regra não !? Basicamente é ter capital de giro, onde o meu salário não importará para aquele determinado mês. Magnifico ! Sem esquecer é claro dos aportes. Trabalho de formiga. Juntar de maneira a se pagar com um mês de antecedência e todo valor que entrar seja apenas para construção do próximo mês e assim por diante.

Farei a leitura do eBook do YNAB mais a fundo e aplicarei ao meu FLC junto a regra que sigo 50 – 20 – 30 %. Essa é a mais simples de todas, aprendi no coach do consultor Roberto Navarro:

50 % do que ganho é para custos fixos
20 % do que ganho é para custos variáveis
30 % do que ganho é para aplicações

Nem sempre é fácil balizar as porcentagens, sempre temos algo atípico a comprar ou pagar, mas se começarmos pela regra mais básica de controle econômico já daremos um passo enorme rumo a IF.

Em tempo e menos importante, utilizo para controle de caixa, um fluxo de caixa em Excel, simples que é facilmente encontrado no Google ou Sebrae. 

Como recebo dia 5 e dia 20, abri o mesmo para gerir melhor os gastos e receitas:

 

Simples, funcional e me atende muito bem. Claro que cada um tem que encontrar seu próprio jeito de organizar, seja em papel, Excel, YNAB, de cabeça, etc.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Curtinha para o final de tarde !

Aproveitando O espaço de tempo entre a obra emergencial aqui em casa e o fim de tarde (férias), resolvi elaborar meu BP para alegrar um pouco a vida.

Como futuro administrador de empresas, fui bombardeado na faculdade de balancetes, razonetes, DRE, razão, balanços patrimoniais, CPC e todas as situações que uma empresa comum faz para se manter saudável.

Aí que está a questão, vejo isso diariamente na empresa onde trabalho, contudo não aplico em minha função. Utilizarei bastante essas demonstrações futuramente quando começar a comprar FIIs e ações, mas por enquanto é apenas estudo e adequar a vista a possíveis buracos e oportunidades.

Sempre tive muita curiosidade de descobrir qual era meu PL e mesmo sabendo que PL = A - PE , classificar as contas de cada lado do balanço pode ser tornar um saco.

Fiz algo bem simples, composto da equação citada acima, e separando os ativos e passivos, circulantes ou não, ficou da seguinte forma:

Ativo circulante: 

  1. Disponibilidades (Dinheiro no bolso, Conta corrente, Investimentos D+0);
  2. Contas a receber (Salário líquido).
  3. Recursos Estocados (Investimentos, previdência privada, CDB, TD, ações).
Ativo não circulante:

  1. Veículos, imóveis, jóias e obras de arte e FGTS.
Passivo Circulante:
  1. Cheque especial, Cartão de crédito, Prestações e empréstimos (montante atual), contas a pagar (mês), aluguel e impostos.
Passivo não circulante:
  1. Financiamento de imóveis e veículos. 

Não são todas as contas elencadas acima que tenho saldo. Fazendo uma breve análise, esse é meu saldo, ou "riqueza líquida":




De certa forma todos nós já temos um valor estimado em mente quando pensamos em patrimônio. Como estou começando é muito legal ver que de certa forma não estou partindo do zero. 
Tenho contas fixas e variáveis, empréstimos a pagar e liquidez para um possível problema que espero que nunca ocorra.



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ATUALIZAÇÃO PATRIMONIAL DEZ/15 (+ 19,28% ou 1.896,09)


“O Ibovespa mantém a trajetória baixista e neste último pregão perdeu o fundo formado em 42.749 pontos, podendo estender a queda na direção da base do canal descendente (situado em mais ou menos 41.100 pontos).”
                                                                                              José Faria de Azevedo Filho e Luiz Felipe Lopes

Com essa aversão ao risco que começou 2016, happy new year pobretas do meu Brasil !!

Não sei mais o que esperar de nossos desgovernantes e toda sua máquina pública gorda e mórbida. O que sabemos é que no ramo político, o partido da grande chefa touro sentada está se articulando para elaborar uma agenda de ajustes fiscais a serem enviadas para à excelentíssima Sapiens.

Dentre várias medidas em estudo, estão previstas mudanças do IRRF, que teria seu piso de isenção elevado de R$ 1.900 para R$ 3.390 (um alívio para as classes menos favorecidas que injetarão mais sobras do salário que serão corroídas por algum novo imposto), criação de alíquota de 40% para quem ganha mais de R$ 108 mil ao mês, dentre outras peripécias. Imposto sobre grandes fortunas, retorno da CPMF, “IPVA” para jatos e helicópteros, volta dos bingos (jogos de azar) e diversas manobras para alimentar nossa gigante paquiderme branco chamado de união.

Mais uma vez nada se fez para ajustar ou reformar as estruturas e racionalizar os gastos públicos ou até mesmo sentar e discutir a reforma da Previdência Social.



Sem mais delongas, depois de saudarmos a mandioca entrar (no rabo dos Ptralhas), apresento a vocês o resultado de 2015 ou fechamento de Dezembro:


Como já havia "anunciando", não cheguei a meta de 10 K estimada ao início do plano de “recuperação falimentar”.  Não alancei de propósito e não por falta de opção, mas pelo fato de querer esticar as contas particulares de Natal e ano novo um pouquinho a mais. O fato é que me dei de presente algo que nunca eu pensei que ia ficar satisfeito, um presente de aproximadamente R$ 2.223,45, o chamo de futuro.

Cansei de amargar prejuízos à mercado da LTN 2018, e a liquidei com um certo deságio. Sem problemas, o valor era ínfimo comparado ao montante aplicado.

Como relação ao deságio, vejo que isso é uma tendência no TD, contudo se meus cálculos não estiverem errados e nosso ministro acertar na mão (kkk), não terei mais dor de cabeça com os títulos pré já aplicados a um certo tempo. Pretendo manter a carteira da forma que está, mesmo sabendo que nossa economia poderá retornar aos eixos apenas em 2017. Engordarei o pós (Selic) e assim que retornar a capacidade de aporte, farei compras diferenciadas (IPCA, LCI/LCA...).

Infelizmente em 2016 não vou poder aportar tão forte quanto eu imaginava. Já estou matriculado na faculdade e estarei pagando nos próximos 6 meses, mensalidades de +- 1K para terminar o curso de Administração de empresas.

É aguardar,não desanimar e colher os frutos daqui a um certo tempo. 


O que a faculdade fez com minha capacidade de aportar....