sexta-feira, 29 de junho de 2018

ATUALIZAÇÃO PATRIMONIAL JUN/18 (- 1,69% ou R$ - 1.300,25)




INTRODUÇÃO

        “O mês de junho chega ao fim hoje para o mercado financeiro, levando consigo o segundo trimestre e o primeiro semestre deste ano. Com isso, a sexta-feira deve ser reservada aos ajustes finais nos portfólios, com os investidores buscando um final otimista para um período tumultuado e já se preparando para as férias de julho, que devem enxugar o volume de negócios pelo mundo.”


A última pá de cal no primeiro semestre de 2018.

PORTFÓLIO DE INVESTIMENTOS


PROVENTOS, DIVIDENDOS E JCP














ÚLTIMOS 12 MESES











CONCLUSÃO

        “Desse modo, os investidores estão procurando razões para se animar ao final de um trimestre desprezível, que foi impactado pelas tensões comerciais e geopolíticas. Com isso, ainda é cedo para dizer que os riscos para o mercado financeiro parecem ter diminuído. O movimento de hoje é mais um “embelezamento de carteira” (window dressing), típico de fim de período.”

FONTE DO TEXTO: http://br.advfn.com/jornal/2018/06/pre-market-mercado-busca-um-final-feliz

Muito sucesso para todos e bons investimentos!!!


quinta-feira, 31 de maio de 2018

ATUALIZAÇÃO PATRIMONIAL MAI/18 (-3,94% ou R$-3.156,61)



INTRODUÇÃO

        Está tudo por bem por aí? Por aqui a tempestade já passou, mas deixou bastantes estragos. As finanças? Estão assim...:


Andando de Marcha Ré.

E logo eu que estava curtindo 2018 assim (me fudi)...

É, é isso mesmo. Depois de muito tempo com fortes aportes e majestosas subidas nos gráficos, tenho que admitir que esse semestre foi o semestre perdido. Termino o mês de maio com menos patrimônio do que iniciei o ano (veja o gráfico evolutivo no final da página). Não terei aporte em junho. Custo de vida está alto, farei uma cirurgia em junho e 15 dias de molho em casa em recuperação serão suficientes para adquirir o gás necessário para reverter esse jogo.


Vamos aos números:




DISTRIBUIÇÃO RENDA FIXA 


DISTRIBUIÇÃO FUNDO IMOBILIÁRIOS



SEGMENTAÇÃO FUNDO IMOBILIÁRIOS


DISTRIBUIÇÃO CARTEIRA DE AÇÕES


SEGMENTAÇÃO CARTEIRA DE AÇÕES

PROVENTOS E DIVIDENDOS





EVOLUÇÃO ÚLTIMOS 12 MESES
  


CONCLUSÃO

        Hora de ajustar os planos para 2018.2. Se eu não conseguir poupar e colocar em prática o plano de aportar e viver bem, nem viagem de férias terá. Felizmente ainda conto com mais 22K em aportes até o final do ano. Isso vai ajudar a completar a primeira fase que são os 100K. Se o Sr. Mercado ajudar e me devolver os 3K que ele me levou, as coisas voltam para o seu lugar. No mais, tempo de ter cautela, aumentar posição em boas empresas e comprar dos desesperados. Peço desculpas pelo post rápido, meu foco não está sendo blog nem patrimônio no momento e sim a cirurgia que ocorrerá na semana que vem.


Muito sucesso para todos e bons investimentos!!!




quinta-feira, 17 de maio de 2018

O FETICHISMO IDIOTA DO BRASILEIRO - PROF. ROBERTO CAMPOS


Uma justa homenagem para umas das mentes mais lúcidas que esse país já teve. Talvez se tivesse vivido mais 10 ou 20 anos, teria visto mais uma vez o fetiche idiota do povo brasileiro (dessa vez com o petróleo).



Professor Roberto Campos (17 de abril de 1917 — 9 de outubro de 2001), foi um economista, diplomata e político brasileiro. Ocupou os cargos de deputado federal, senador e ministro do Planejamento no governo de Castello Branco.

Filho de um professor e de uma costureira, ficou órfão de pai aos cinco anos de idade. Seguindo o desejo da mãe, mudou-se para Minas Gerais, na cidade de Guaxupé, onde foi estudar Filosofia e Teologia num seminário católico. Deixou o seminário em 1937, às vésperas de sua ordenação.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, inicialmente, prestou concurso para escriturário do serviço público, neste concurso foi reprovado por não saber datilografar. Também tentou o concurso para inspetor de ensino, mas novamente teve de desistir - desta vez porque os diplomas do seminário não foram reconhecidos.

Ingressou no serviço diplomático em 1939, trabalhando como diplomata nos EUA. Fez pós-graduação em Economia pela Universidade George Washington, e iniciou uma tese de doutorado (Ph.D) na Universidade de Columbia de Nova York, a qual não chegou a concluir.

Participou como decano dos economistas brasileiros Eugênio Gudin, da Conferência de Bretton Woods, responsável pela criação do Banco Mundial e do FMI.


sábado, 5 de maio de 2018

ABRE ASPAS “A TERRÍVEL IMPORTÂNCIA DE SER SOCIÁVEL NO TRABALHO”




        Abro esse humilde espaço para um dos textos de um dos caras mais emblemáticos da Blogosfera de Finanças. O seu trabalho de nos brindar com excelentes posts semanais era sem dúvida um dos motores dessa comunidade no tempo pretérito. Pelo título e pelas poucas palavras, muito de vocês que já acompanham o desenvolver dessa comunidade a pelo menos 2 ou 3 anos já sabem quem é...



Não preciso descrever esse camarada que nos abandonou (parou de postar) e com toda certeza faz uma imensa falta nessa comunidade. Por causa dele que eu tenho um blog hoje e tento descrever como é minha caminhada nesse mundo cão em que vivemos. Sem mais delongas vamos ao post que me marcou para caralho e lembro até hoje.


“A TERRÍVEL IMPORTÂNCIA DE SER SOCIÁVEL NO TRABALHO”

Blá blá blá blá blá blá blá blá blá

Uma coisa que aprendi ao longo dos duros anos de trabalho que vão se acumulando na minha vida é a extrema importância da sociabilidade no mundo do trabalho. Ser sociável ultrapassa a capacidade técnica. Na maioria dos empregos no Bostil, 35% é capacidade técnica (seu conhecimento nas tarefas) e 65% é sociabilidade e seus diferentes aspectos.

Eu sempre observei meus colegas de trabalho para ver quem é considerado muito bom, ruim, o que as pessoas falam uma das outras por trás. A grande verdade é que os seres humanos, principalmente bostileiros, amam os extrovertidos e sociáveis. Eles dominam o mundo.
A razão do porque a sociabilidade é tão vital no mundo do trabalho passa por diversas razões e eu vou enumerá-las:

1- As pessoas tratam o ambiente de trabalho como um ambiente de socialização

Passamos 1/3 de nossas vidas no trabalho. Passamos 8 horas pra muito mais dentro do nosso emprego de 5 a 6 vezes por semana. Ela é a principal atividade do nosso dia. Por passarmos tanto tempo no emprego as pessoas principalmente extrovertidas, pessoas que tem aquela barrinha que já falei aqui de socialização bem grande, pessoas que ganham energia mental em socializar acabam dominando o ambiente da empresa e fazem da cultura do lugar ser de conversar e se meter na vida dos outros.

Todo mundo quer ter colegas conversadores para que possam trocar idéias, se meter na vida alheia, contar coisas pessoais, tirarem sarro um dos outros, fazerem piadas sobre outras pessoas, discutir sobre tudo que você possa imaginar. Chefes também adoram conversar com seus subordinados para tirar sarro, bater papo, caras que riem de suas piadas ou tenham o mesmo senso de humor.

Na minha vida profissional, eu sempre tive que lutar contra minha natureza introvertida. Minha barra de energia de socialização é rapidamente consumida e eu não derivo tanto prazer em relações sociais. Sim, eu me sinto sozinho, sim eu sinto falta de ter um grupo de amigos grande e legal, sim eu gosto de rir, divertir, contar piadas e histórias mas eu não aguento fazer isso todo dia, toda hora. No mundo do trabalho eu tenho que lutar contra eu mesmo ao aguentar perguntas do tipo:
“Como foi seu final de semana”? – “Que música vocÊ gosta?” – “Você viu filme tal?” – “Você já foi pro exterior?” – “Você é solteiro”? – “Qual seu time? Viu o jogo”?. Isso são perguntas diretas feitas mas não é só isso. No mundo do trabalho a socialização também é via piadas que você é obrigado a rir pois ficar sério enquanto todo o setor ri só é aceitável quando você está fazendo alguma coisa urgente caso não é preciso rir. Piadas também são feitas às suas custas numa tênue linha entre bullying e apenas as pessoas querendo tirar alguma reação de você pois, por incrível que pareça, elas querem lhe trazer pra conversa e porque gostam de você. Também ás vezes o setor inteiro está trocando idéias e não participar pode ser rude ou ridículo. Quando seu chefe é quem está falando com você ou com as pessoas e você não participar e demonstrar habilidade social você também está ferrado.

Eu consegui subir na carreira devido um misto de máscara que coloco com coisas específicas que eu consigo fazer que fazem as pessoas confiarem e gostarem de mim até certo ponto. Ultimamente está cada vez mais difícil manter isto pois a socialização é mais importante que a capacidade técnica. Eu não consigo ficar o dia inteiro conversando e trocando idéias com pessoas e isso está acabando comigo. Lidar com mulheres também vem se tornando um martírio pois elas são muito mais difíceis de lidar, são intrometidas, falam muito à todo momento sobre coisas pessoais. Como o mundo está mais feminista e as contratações de mulheres é muito maior, os ambiente das empresas são cada vez mais dominados por elas mas isso eu falo adiante.

2- A teoria moderna do mundo do trabalho incentiva a extroversão e socialização desenfreada.


"hurr durr eu sou o Peter Drucker um guru das empresas e falo um monte de frases bonitas e fodo o trabalhador de bem com minhas teorias que beneficiam extrovertidos e workaholics"

A literatura acadêmica e dos chamados “gurus” dos mundos dos negócios de tempos em tempos inventam modas terríveis que fodem totalmente o trabalhador. Pra terem um idéia uma das idéias muito propagada na década de 80/90 foi o “downsizing” e a “reengenharia”. Estas merdas causaram duros e graves sofrimentos à vários pais de família no mundo inteiro. O primeiro termo significa demitir, demitir, demitir. O segundo termo significa “jogar tudo que fazemos hoje fora e começar a construir do zero”. Ambos causaram terríveis problemas pras empresas que buscam engolir qualquer merda que esses filhas da puta que escrevem livros idiotas escrevem.

A mais nova moda e tendência são o “trabalho em equipe” e o “open office”. O trabalho em equipe significa uma série de situações forçadas de que as equipes nas empresas trabalhem interagindo 100% do tempo, conversando, trocando “idéias” para terem “sinergia” e “resolvam as coisas rapidamente”. Para estimular isso eles incentivam o “open office” que é nada mais que ambientes abertos de escritório sem os famosos “cubículos” ou salas individuais. A poluição visual e sonora dos open office causam violentíssimas perdas de produtividade para as pessoas mas beneficiam os extrovertidos.

Ter que interagir com as pessoas que você odeia forçadamente, reuniões constantes, ser obrigado a dar idéias, lidar com os outros e viver num ambiente cheio de gente falando gera uma cansaço mental terrível nas pessoas e é por isso que muitos aqui relatam (como eu) que após um dia de trabalho é como se fosse um caminhão que tivesse passado por cima da pessoa, e é por isso que as pessoas assistem jornal nacional e novela e comem hamburgueres engordativos de noite: Pois precisam compensar e reenergizar a força mental perdida e esgotada de forma brutal no trabalho.

3- A feminização do mundo do trabalho

 


Hurr durr eu trabalho e me preocupo mais com minhas roupinhas e em ignorar homens feios e ficar bonita pros chefinhos e adoro fofocar com minhas coleguxas o dia inteiro e no almoço hurr durr eu quando a coisa aperta jogo charminhos pros homens resolverem hurrrrrrrr

Contratar mulheres é a nova moda. Onde quer que você vá elas estão aumentando a participação nos concurso públicos e na iniciativa privada mesmo o RH sendo dominado por mulheres, estas ao contrário dos homens, gostam de contratar outras mulheres e só contratam homens quando não há outra opção ou quando ele é muito bonito. Elas ficam do lado do seu gênero. Já homens dão preferência às mulheres pois querem se sentir alfas no meio do seu hárem ou por se sentirem ameaçados fisicamente por outros homens no mesmo ambiente de trabalho.

O resultado é um ambiente de muitas mulheres e elas FALAM MUITO. A principal característica da mulher é sua gana e paixão por socializar. Mulher quer aparecer, quer conversar, quer falar, fofocar, avaliar. Elas amam isso, seus genes são feitos pra isso e elas derivam enorme satisfação e liberam serotonina, dopamina, adrenalina ao conversar com suas amiguxas e colegas no trabalho. Isso acaba por influencia os homens que são drenados no mundo da conversa delas pois precisam socializar para não serem mau vistos por elas. Não só isso o homem sente prazer ao fazer uma mulher rir, ou receber elogios ou ser bem visto por elas instintivamente o que faz ele querer falar mais, competir com outros pelo primeiro lugar no setor entre as vadias.
Ao longo dos anos minhas maiores dificuldades no trabalho foram com mulheres. Sim tive problemas com homens e sempre tenho mas meus piores momentos envolveu mulheres. Elas tem sede de poder, precisam mandar em você. Elas acham que estão na balada ou mercado sexual e fazem testes infernais para lhe testar e tirar do controle. NÃO EXISTE mulher quieta, centrada, que fale pouco, reservada, colega boa de trabalhar no mundo do trabalho. TODAS são ansiosas, faladeira, fofoqueiras, conversadeiras, fazem testes em cima de você, e misturam a vida pessoal e o trabalho.

O que é ser sociável ou como ser sociável?

Socializar significa uma série de coisas e nuances a se fazer no mundo do trabalho. É sua capacidade de fazer piadas boas, de pegar o gancho de piadas, é sua rapidez de responder à um insulto bem humorado ou brincadeira à suas custas de forma rápida, engraçada e legal, é como você interage com seus colegas conversando coisas interessantes com eles ou compartilhando o que eles gostam. É seu bom humor com eles no dia a dia. No almoço é como você bate papo sobre tudo desde política, futebol. É sua capacidade de conseguir fazer ser ouvido num grupo de mais de 3 pessoas e não o cara que fica quieto ou que vai falar e é cortado.

São diversas as nuances. Quanto mais extrovertido e habilidoso alguém na socialização e quanto mais prazer ele deriva das interações sociais mais chances ele tem de subir na carreira e ser feliz no mundo do trabalho.

Pessoas introvertidas ou semi-introvertidas (meu caso) sofrem duramente. Gostamos de conversar mas não o DIA todo. Queremos momentos de silêncio e paz e não gostamos muito de ficar de piadinhas e conversas pessoais o tempo todo. Não somos tão confiantes assim no modo que nos portamos ou parecemos. E isso é crime no mundo do trabalho atual.

Conclusão.

Eu queria um emprego que eu pudesse ficar quieto fazendo minhas coisas e tarefas e saísse no horário. Interagisse sim com colegas mas de forma limitada. Poucas ou nenhuma reunião estúpidas e inúteis.
Mas a verdade é que o mundo é dos extrovertidos, dos workaholics, dos falastrões, dos tagarelas, dos intrometidos, dos babacas sociáveis.
Esse mundo não é pra mim por isso eu quero tanto a independência financeira porque só ela me permite a coisa que verdadeiramente vai trazer a minha felicidade: A liberdade de ser eu mesmo.

Forte abraço!
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Parabéns para quem fez o backup do blog dele e de outros que ali estão no site : 

http://www.vidaruimdepobre.com/

Saudades desse fela da puta! Vou tomar até uma dose vodka em homenagem a ele.