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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O FILÉ MIGNON DA VIDA

Desde que o homem pensa para viver, a pergunta sobre a vida boa é a mais importante. Em relação a essa pergunta, todas as outras são secundárias. Você que aprendeu tantas coisas, decorou os afluentes da margem esquerda do Rio São Francisco, a função das organelas citoplasmáticas e que seno quadrado de téta mais cosseno quadrado de téta é igual a um. Talvez você deva admitir que diante da pergunta sobre o que é necessário acontecer na vida para você ser feliz, todas essas informações são secundárias, se não meio ridículas.

                A verdade que a reflexão sobre a vida boa atravessa os séculos e o homem sempre deixa registros na história do pensamento daquilo que sempre considerou o filé mignon da vida, o que de mais importante deve acontecer para que ela seja bem sucedida.

                Lá na mitologia grega, Homero escreveu “A Odisseia” e a odisseia resumidamente é a aventura de Ulisses, que é o herói e a Odisseia é sua aventura.

HOMERO BOLADÃO ESCREVENDO A PEDRA-NOVELA DA ÉPOCA.

                Ulisses era Rei em Ítaca e foi convidado a participar de uma guerra dos gregos contra os troianos. O motivo dessa guerra foi por que o príncipe de Tróia seduziu Helena,  mulher do Rei de Esparta Menelau. Menelau então atravessado pelos ciúmes declara guerra à Tróia e convoca todos os gregos a se juntarem a ele.




Ulisses não queria guerra nenhuma, Rei em Ítaca, vive uma vida boa com sua mulher Penélope, vivia em seu lugar, era adorado por seus súditos, era aplaudido por onde passava, Ulisses não queria de jeito nenhuma ir para guerra. Mas Menelau constrangeu todos os reis gregos, a participarem dessa vingança contra os troianos e Ulisses então é obrigado a ir.

A verdade que a permanência de Ulisses na guerra foi de dez anos e durante esse tempo, os troianos estavam ganhando a guerra, os gregos estavam tomando um pau. Foi então que Ulisses teve a ideai que você conhece a do famoso cavalo de Tróia. Encheu o cavalo de Tróia de soldados e deu de presente para os Troianos. Os Troianos enchendo a cara, comemorando a vitória, os gregos desceram de dentro do cavalo e ganharam a guerra (o cavalo devia ser grande).  
Então assim Ulisses pode voltar para casa, porém durante a guerra, Ulisses fez uma bobagem. Ele furou o olho do ciclope Polifemo, filho de Poseidon Deus dos marés.  E aí...aí não prestou...

Poseidon então enraivecido resolve aborrecer Ulisses, e Ulisses vai levar 10 anos para voltar para casa. Dos dez anos que Ulisses demorou voltar para casa, sete anos foram passados na ilha de Calipso. Deusa grega, Calipso era tida com umas das Deusas mais lindas que existia à época, imagine como quiser, afinal isso é mitologia e nada disso existiu mesmo.  Porém na história Calipso se apaixonou por Ulisses, mas Ulisses queria cair fora e Calipso tinha uma ilha que era quase um resort cinco estrelas, ela tinha ninfas a seus serviços, eram espécies de Paquitas que estavam ali limpando, fazendo churrasquinho, assando a lagosta. Aí você se pergunta, mas que espécie de castigo é esse, com uma mulher dessas, com ninfas, com lagosta... Mas toda noite Ulisses ia para a praia chorar, por que ele queria voltar para Penélope, voltar para Ítaca, pros braços de sua amada, pro seu lugar.

E aí então que Zeus manda que Calipso liberte Ulisses. Zeus era o Deus dos Deuses, Calipso era uma deusa de quinta. Ela tinha que liberar Ulisses então ela tenta uma última cartada, ela vira para Ulisses e diz: “Malandro é o seguinte eu tenho que te liberar, mas se você ficar comigo eu te dou a eternidade.” Isso significava por tanto que Ulisses ia virar Deus, já que Ulisses era mortal, humano igual a nós. E Calipso estava propondo a ele a eternidade e propôs mais ainda, propôs a eternidade e a juventude, vai ser novo a vida toda, forte, saudável... E Ulisses então tinha essa proposta na manga e a resposta que Ulisses dá é a primeira grande resposta da filosofia para a vida boa:

“É PREFERÍVEL UMA VIDA DE MORTAL, UMA VIDA DE HUMANO, VIVIDA NO SEU LUGAR, NO LUGAR CERTO, DO QUE UMA VIDA DE DEUS, VIVIDA NO LUGAR ERRADO. AGRADEÇO SUA PROPOSTA, ULISSES VAI EMBORA.”

Está aí a primeira grande lição do pensamento ocidental. Existe um lugar para você, um jeito certo de você viver, que tem haver com a tua natureza, que tem haver com as tuas especificidades, talentos e dons naturais. Se você estiver no lugar certo a vida tem tudo para ser boa, mas se você estiver no lugar errado, nem Calipso resolverá o seu problema. 


Post Scriptum :

Este texto foi a transcrição de uma palestra do Professor Clóvis de Barros Filho.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ATUALIZAÇÃO PATRIMONIAL AGO/16 (+ 7,014 % ou + 2.988,46)

INTRODUÇÃO



Mais um mês de crescimento consistente, contudo poderia ter sido muito melhor. Motivo: Acho que perdi fôlego e o foco nas finanças.
Após um ano nessa empreitada e uma subida muito forte a poucos meses, perdi um pouco a mão na economia doméstica e estou me permitindo fazer coisas diferentes. De certa forma viver em modo zumbi é bem frustrante, cansativo e se for para alcançar a plenitude vivendo de forma mesquinha, sem comer um cachorro quente na esquina, na minha honesta opinião, não valerá a pena.


CONTUDO:





CAUTELA !


Continuarei sendo ponderado nas escolhas e já alinhei com a patroa que estancaremos a sangria. Nessa brincadeira de torrar Temer$ em agosto. Já nos reajustamos e conseguiremos devolver R$ 600 reais dos quase R$ 2 K que retiramos do porquinho.


Estou com uma renda bacana, e acredito que se fosse uns 20% maior eu já teria uma vida muito boa para a faixa de idade que tenho e sem nenhum filho. Seria o suficiente para comer, estudar, exercitar, lazer, morar e o mais importante APORTAR. O dinheiro em si não é propriamente o “fim” que busco, mas para exemplificar meu ponto de vista, me permita fazer um  exercício reverso que é, de quanto desse meio (dinheiro) precisamos para ter um “fim” (vida digna) bacana. Em breve farei um post sobre isso, na verdade tenho um bloco cheio de ideias que não estou colocando em prática pois estou focado 150% em um projeto (empresa) que está em fase final.


CARTEIRA ATUALIZADA



Rentabilidade dentro da média desejada, 1,11% líquido de impostos, contando também com os FII’s. Os rendimentos do FII’s é “dinheiro novo”.

DIVISÃO DOS ATIVOS


Renda Fixa

FII’s



De acordo com o tripé dos investimentos e minhas classificações de ativos, a carteira de investimentos está escalonada (%) da seguinte maneira:


RENTABILIDADE - 51,81%
SEGURANÇA - 37,61%
LIQUIDEZ - 20,92%


META² 2016 (R$55.715,91)


Continuo perseguindo a meta revisada (para mais). Ainda tenho vencimentos “garantidos” até dezembro e estou na busca de mais dinheiro para 2017 e quem sabe se ainda der para esse melhor ainda. Confesso que eu queria mesmo era chegar em R$ 60 K, mas não serei tão ganancioso e hoje não estou disposto a cortar mais gastos para atingir a meta.





A meta de agosto era de R$ 46.096,37, fiquei abaixo do que planejei. Vou focar em setembro, R$ 50.618,72, minha meta é chegar aos 50 K em setembro, com isso as tripas param de roer um pouco com a barreira dos nº redondos.


CONCLUSÃO


Tirando os excessos de gastos, comida, peso e outras mais, esse foi o melhor mês de agosto que tive em anos. Eu sempre detestei o mês de agosto, por ser muito grande, chato, sem feriado, duro, trabalhoso. Mas como moro no Hell de Janeiro e teve Olimpíadas por aqui, o que não faltou foi festa, feriado e sem dizer que a cidade estava ótima de se habitar. Infelizmente o pão e circo acabou e voltamos para dura realidade.  
Carteira continua em modo passivo, e talvez realizarei o FII do Shopping Sulacap, pois o RMG vai acabar e quero meu dinheiro em bons ativos e não ativos voláteis. Continuarei colocando dinheiro em FII, quando a Selic desabar vai vir a correria e espero já ter me arrumado nesses bons momentos de entrada.


E para você que não acredita na minha história e muito menos nos meus números:




Sucesso a todos !!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

MÁ VONTADE, PREGUIÇA E PESSOAS MORNAS

Por que hoje não vamos começar a partir de Platão? Porque Platão nunca falou disso...

Mas por que raios os gregos nunca abordaram esse assunto? Por que o pessoal da idade média nunca se interessou por isso? E por que essa questão só passou a ser relevante a partir da modernidade?

Creio que seja fácil de entender e nós já temos até elementos para costurar rápido essas respostas...

O que era a ética dos gregos?

Era uma ética harmônica, com a concepção física dos gregos.

E o que isso quer dizer?

Quer dizer que a reflexão sobre a vida boa, era uma reflexão que tem como referência o universo, cosmos. E por tanto a vida boa, era a vida encaixada, ajustada e harmônica com o todo. Dessa forma nós teríamos um papel nesse universo e o universo funcionaria bem se nós com EXCELÊNCIA cumpríssemos o nosso papel.

De certa maneira, isso significa que nós nascemos para alguma coisa e por tanto existe uma causa final para nossas vidas. Uma finalidade que dá sentido as nossas vidas. Quando nós encontramos esse papel, encontramos esse lugar e com excelência cumprimos nosso papel e o universo se alegra conosco. A energia do universo passa por nós, somos felizes e vivemos bem.

AGORA, quando estamos fora de lugar, fazendo aquilo que não faz jus a nossa natureza, desrespeitando os nossos talentos em nome sabe-se lá do que (geralmente dinheiro/poder), então vivemos errados, fazemos o que o universo não espera de nós e a energia do universo não passa por nós e o sintoma disso é a tristeza.

Essa era a principal questão da ética e vida boa para os gregos, era apenas uma questão de relacionamento nosso para com o Universo.
        Mas por que diabos eu resolvi escrever sobre isso? Algo que me tortura e me deixa extremamente chateado a ponto de da uma bica em alguns é exatamente a falta de ética, a má vontade alheia, misturados com preguiça da grande maioria e o cinismo.

        Se eu fosse um grego da época da introdução, não fazia a diferença então você que está lendo, ou quem me atende, ou quem é babaca no campo do trabalho, ou o garçom que me serve mal, ou a TIM que me toma 1 hora por dia no telefone, ou a Cielo que me empurra a máquina, a gerente do banco que travou sua conta por que o endereço está errado e etc etc etc... A final, a questão da felicidade seria pura e simplesmente um problema meu para com o universo. Se eu fizesse errado, simplesmente receberia errado.

        Esta aí o problema dos dias atuais. Hoje somos empurrados goelas abaixo problemas ou produtos que não queremos, que não estamos dispostos  nem um pouco a gastar nosso precioso tempo de vida para resolver e tão pouco esperamos um péssimo atendimento de quem deveria nos servir (e bem), a final pagamos (e muito) por algumas inutilidades que achamos que necessitamos.

        Warren Buffet, em uma de suas celebres frases dizia que “é mais fácil evitar problemas do que se livrar deles”. 

        Mas com evitar os problemas? Eu sou um cara metódico (mas não sou obsessivo) e por vezes sou tido como "o chato" paras com os outros. Um churrasco em família acaba se tornando inicialmente um plano de negócios, que tem budget e prazo para acontecer.  Sempre fui assim e gosto de fazer dessa forma, isso me traz segurança e a alegria de ver as coisas funcionando bem. Essa foi a forma que eu achei para evitar alguns dos problemas cotidianos.

        Se você tratar um plano de ação comigo, definir cronograma, você terá o meu melhor nas tarefas, isso me dá muita alegria, pois estou fazendo a minha diferença e espero que traga benefício a todos a minha volta. Mas e os outros? Será que eles se importam com o que foi definido? Será que eles estão preocupados mais com a conta do final do mês do que desempenhar suas atividades com primazia? Aí que vem a falha obvia nos planos em geral, os correlacionados. Então para nós do dias atuais, os outros são tão importantes do que apenas fazer no nosso eu singular.

        Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro em um de seus livros que se chama “Se você não existisse que falta faria?”, aborda de forma fantástica o que vivemos atualmente.

        Cortella menciona em suas palestras a cerca do livro, o raciocínio americano comparado a da grande maioria do brasil. O americano tem como natureza pensar e agir da seguinte forma “I will do my best” (Eu vou fazer o meu melhor), enquanto o brasileiro tem como lema na ponta da língua “Vou fazer o possível...”. Misture isso a uma sociedade que é por natureza esquerdista (socialista), que acha que o estado tem que resolver tudo, dar tudo e que minha única tarefa é planejar o fim do mês (como um gestor de almoxarifado), sem perspectiva para 5, 10, 20 anos e você terá o comportamento formatado do brasileiro médio.

        Imagine um bombeiro apagando o incêndio de sua casa, dá cinco horas da tarde ele começa a enrolar a mangueira e avisa, ”amanhã estou aí de novo, valeu !”. E se você perguntar a ele, “Ei, ainda falta apagar o fogo da sala e dos quartos…”, ele vira e lhe fala: “Pelo que me pagam, já fiz até muito (risos)…”

        Isso nunca aconteceu, graça a Deus, mas percebem que esse comportamento em geral é tosco e desprezível?
       
“I will do my best.”

        Não aceito serviço porco, não aceito atendimento ruim, não dou gorjeta a garçom que joga a pizza no meu prato (tão pouco 10%), não remunero e nem agracio porcarias de serviços que nos oferecem no Brasil. Em contrapartida faço meu melhor, ainda acredito em meritocracia mesmo com uma sociedade ondes os valores estão tão desvirtuados e amoral. 

Posso até melhorar a frase acima:

        Não aceitem serviços porcos, não aceitem atendimentos ruins, não deem gorjetas a garçons que jogam as fatias de pizza no prato de vocês, não remunerem e nem agraciem porcarias de serviços que nos oferecem no Brasil. Em contrapartida façam o melhor de vocês, acreditem em meritocracia mesmo que a  sociedade estejam temporariamente com os valores tão desvirtuados e amoral.

        Eu vou fazer minha parte, farei meu serviço da melhor forma e viverei com finalidade, primazia, excelência. Não elogiarei o medíocre e jamais enaltecerei o corrupto. Espero um dia olhar para trás e enxergar que vivi em harmonia com o universo, escrevi parte de minha obra e mais importante, fiz a diferença. Não quero ser famoso e tão pouco morno, o cara em cima do muro que espera o fim do expediente e o salário ao final do mês. O cara que perguntam, como foi fazer tal coisa, ele responde, fiz o possível....

Encerro deixando uma passagem bíblica, apesar de não ser religioso, acredito ter sido muito bem escrito e que de certa forma deverá ser interessante para aqueles que acham que fazer somente o  possível e/ou ficar em cima do muro é a estratégia mais sábia:  

“Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.”

Apocalipse 3:15-16

        Ou como dizem, Deus vomitará os Mornos....

        Abaixo um palestra do Professor Cortella que com toda certeza iluminará um pouco e o fará a pensar sobre a questão:





Um forte abraço e sucesso a todos!

domingo, 31 de julho de 2016

ATUALIZAÇÃO PATRIMONIAL JUL/16 (+ 6,03 % ou + 2.421,08)

INTRODUÇÃO


Mês tranquilo com relação as finanças e trabalho, não tenho o que reclamar da forma que a carteira vem se comportando. Tenho tentado ao máximo minimizar o esforço que antes eu despendia no gerenciamento da carteira de investimentos e estou me concentrando muito mais em fazer mais dinheiro e controlar o fluxo de saída (gastar menos), para que assim eu possa formar o meu ainda pequeno bolo.


Coloquei como meta elevar o rendimento dos produtos e da carteira como um todo e dessa forma fiz duas pequenas vendas de produtos que estavam andando de lado ou até mesmo em marcha ré. Infelizmente errei no tempo da compra, mais uma lição, aceitei a perda.


  • NTNB 2024 P.  Liquidado pois estava com rentabilidade arrastada. Rentabilidade final - 0,2953%


  • NTNB 2035 P. Liquidado pois estava com rentabilidade arrastada a mais de 2 meses - Forte volatilidade.
Rentabilidade final - 2,5702%


Sem mais delongas, apresento a todos a carteira de investimentos Corrida dos Ratos a Fuga, fechamento julho de 2016:


CARTEIRA ATUALIZADA


Novidade :






Estou fazendo uma experimentação no mundo dos FII, até o momento estou achando bem interessante e promissor.
Quando comecei, não tinha noção exata do que estava fazendo e acabei pulverizando pouco mais de R$1.650 nos FII’s acima. Quando digo pulverizar, foi pelo fato de escolher os produtos com base na rentabilidade, preço e feeling apenas. Logo após as compras resolvi acompanhar melhor, definir metas, e avaliar com muito cuidado os relatórios mensais. Confesso que ainda estou tentando entender esse mundo.


DIVISÃO DOS ATIVOS





De acordo com o tripé dos investimentos, a minha carteira de investimentos está escalonada (%) da seguinte maneira:


RENTABILIDADE 45,58%
SEGURANÇA 37,69%
LIQUIDEZ 20,91%



META 2016


De R$ 35.602,90, que antes fora minha meta inicial para 2016, tenho a expectativa agora para este ano que o patrimônio chegue a R$ 55.715,91, isso considerando os contratos (dois) que tenho em vigor que estão me gerando receita e é claro o ajuste da rentabilidade.
Estava com uma meta ambiciosa de 60 K para este ano, mas preciso bolar algo para fazer mais dinheiro. Caso eu consiga a extensão de mais um mês no contrato que acaba no final de agosto com uma das empresas que presto serviços, encostarei nos 60 K e o senhor mercado deve me ajudar com boas rentabilidades.
Vale lembrar que a projeção que faço no gráfico acima é com base em rentabilidade de 1% líquido de impostos e com os aportes previamente definidos em planilha fluxo de caixa.


BALANÇO PATRIMONIAL REDUZIDO


Não farei mais o BP reduzido. Estou com excesso de controles e utilizarei apenas o fluxo de caixa e a projeção de aportes apenas para controle da carteira.


CONCLUSÃO


Mês tranquilo de muito estudo e pouca energia despendida para finanças. Esse mês coloquei em prática algo que eu queria faz tempo, olhar cotação uma vez na semana para atualizar controles.
A partir de agora a carteira vai ficar em modo passivo, farei novas metas, continuarei seguindo as já feitas e colocarei toda minha energia no trabalho/estudos, pois é dali que sairá mais dinheiro para obra da Nossa Senhora dos Aportes.


E para você que mora no Tiro de Janeiro:


“QUE COMEEEEECEM OS JOGOS OLÍMPICOS, AMIGOOO …”



kkkkk


Sucesso a todos !!



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Post Scriptum:


Não esqueçam de acompanhar a saga da pobreza no ranking da pobreza minoritária classe D- para baixo no blog do Jogo do Milhão (Self Made Man). Também estou na fila para entrar no ranking dos milionários do blog do Pobretão (dispensa link).

quarta-feira, 27 de julho de 2016

AMIGOS NA SOLIDÃO - ABRO ASPAS

Excelente texto indicado por nosso amigo do blog Heavy Metal, indico a todos a boa leitura e novamente reafirmo o excelente texto do autor Flávio Quintela.

Abro aspas:

“A ignorância é a condição necessária da felicidade dos homens.” (Anatole France)

Política é geralmente o assunto desta coluna, e é também o assunto predominante em meus perfis de redes sociais. Muitas pessoas reclamam que não aguentam mais ouvir falar disso. Será que estão certas? É melhor não falar de política, não se envolver com essa “coisa suja”? Para mim, viver hoje no Brasil, ignorando a situação do país e o governo que pesa suas mãos sobre cada um de nós, equivale a viver num sonho controlado, num simulacro de democracia. No filme Matrix, Neo é chamado a uma decisão que mudaria sua vida para sempre, uma decisão sem volta: movido por uma profunda inquietação com o mundo em que vivia e por um sentimento constante de não pertencimento, ele toma a pílula vermelha, que o leva a descobrir que não passava de um escravo manipulado pelas máquinas, criado e mantido vivo para fornecer aquilo de que elas precisavam.

A pílula vermelha é difícil. Muito tempo atrás, um grande amigo meu me deu um livro, o primeiro volume de História da Filosofia, de Giovanni Reale. Na primeira página, uma breve dedicatória, algo que jamais esqueci: “O conhecimento da realidade traz a verdade. A verdade liberta. O preço da liberdade? A solidão. Boa sorte.”

Ele não poderia estar mais certo. Nos anos seguintes, abri os olhos para a realidade em que eu vivia. Embora sempre achasse que o Brasil tinha inúmeros defeitos, a preferência por não investigar a realidade de um modo crítico me permitia continuar vivendo na “matrix” e nela ser feliz. Com o tempo, a dedicatória profética de meu amigo se cumpriu: as camadas de verniz e tinta que escondiam a realidade foram retiradas, como num minucioso trabalho de restauração, e o que eu vi por baixo delas não foi uma obra de arte maravilhosa, e sim um retrato cru e inóspito do Brasil em que eu vivia; já não era possível aceitar nenhuma informação sem uma dose considerável de análise e estudo. O fato é que sobram pouquíssimas pessoas em sua lista de “gente com opinião a respeitar” depois que você começa a passar todos os discursos pela peneira da razão. É justamente daí que vem a solidão da verdade, pois há uma multidão que prefere viver no sonho, na simulação, no autoengano e na ignorância.

Aonde quero chegar? Simples: o que o Brasil é hoje, o é em grande parte devido a esse apego à felicidade baseada na ignorância. Não há nada mais agradável do que viver num sonho, e o brasileiro é o campeão mundial de viver sonhando. A simpatia e a alegria dos brasileiros, cantadas e entoadas como nossa maior virtude, são fruto de nossa maior fraqueza: a recusa em ver a verdade. Desde frases populares como “Deus é brasileiro” até canções que dizem “Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, o brasileiro nasce, cresce, reproduz-se e morre achando que o seu país é o que há de melhor no mundo, e que viver aqui é ser abençoado, é ser especial, é ser o topo da pirâmide universal de felicidade.

Os últimos anos foram muito atípicos, a meu ver: por um lado, o governo petista se avolumou e tomou uma posição de ataque às liberdades individuais, principalmente a de expressão; por outro, parece que muita gente anda tomando a pílula vermelha e acordando do sonho dirigido. Falo aqui das pessoas que têm partido para o engajamento intelectual, que têm se preparado para o debate de ideias, que têm povoado a internet com bons artigos, que têm escrito livros, que têm lutado por ideais e princípios justos. Muitos que já haviam se conformado com a solidão intelectual permanente passaram a conhecer outros solitários, e mais outro, e mais um ali, e assim por diante. São amigos, mesmo os que não se conhecem pessoalmente, de uma maneira aristotélica: acreditam nas mesmas coisas, buscam as mesmas virtudes, abominam os mesmos males.

Fecho aspas.

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domingo, 17 de julho de 2016

VOCÊ ESTÁ SE COLOCANDO NO PAPEL DE VÍTIMA ?

Fala aí rapaziada da corrida do milhão, ando bastante enrolado com trabalho e não tenho tido tempo para dar a atenção devida a nossa comunidade. Tão pouco tenho escrito nada original para colocar aqui nessa bagaça. Tive várias ideias que estou só anotando, contudo não consigo desenvolver na semana os assuntos. Como consegui um tempinho agora a noite, vou escrever algo bem interessante que vivi a pouco tempo e que lembrarei pelo resto de minha vida terrena.
        Vitimização:
Era um assunto que frequentemente eu abordava dentro da minha antiga equipe de trabalho (não com esse título e não diretamente), por conta de duas péssimas profissionais que infelizmente eu tinha que lidar no exercício de minhas funções. 
Diariamente eu trocava uma ideia cabeça com as figuras a fim de motivar e melhorar o desempenho das mulas (que era próximo do zero), contudo além de não agregarem em nada à equipe de trabalho, só me fodiam a paciência e atrapalhavam de todas as formas o bom andamento da equipe. Felizmente depois de muita insistência com minha gestora (jumenta emocional), consegui demiti-las e contratar duas outras pessoas (fiz a seleção sem ajuda do RH) que foram bem mais agregadoras que as duas mulas que citei antes.    
O mais interessante no abordado acima é que as duas se faziam de vitima o tempo todo. Ou eu estava pegando pesado de mais, ou a empresa não possuía estrutura, ou o mercado estava muito bom para elas fazerem a função miserenta delas, ou o salário era baixo, ou era magro, ou era gordo... Até ameaçado de processo judicial por assédio moral eu já fui. Hoje pensando melhor,  eu que deveria ter processado aquelas jumentas galopantes, afinal era eu que saía todo dia tarde para fazer o trabalho delas, passavam mal de tanta dor muscular por conta de stress e dormia e comia mal para segurar o rojão do time enquanto elas simplesmente se faziam de coitadas.
Enfim, duas "vitimas" que só conseguiram piorar muito a minha estadia no antigo xiqueiro onde eu trabalhava... Só tenho que agradecer o recrutamento e seleção da minha antiga empresa, onde triava esse pessoal não sei onde (na porta do Bangu III) e continua a trazer gente pior e pior. Por fim, esse problema não é mais meu, só me restou o aprendizado.
De qualquer forma, ficam as seguintes dicas para avaliar e até repensar nos momentos que nós mesmos nos deixamos abalar por conta das situações da vida e acabamos caindo nessa armadilha horrível que é se fazer vítima. 
Esse pequeno apanhado que li a um tempo atrás vai nos ajudar a lidar com essa situação, caso ocorra:
Pseudo "vítimas": 
Ao invés de assumirem a responsabilidade pelo que acontece na sua própria vida, algumas pessoas preferem se colocar no papel de vítimas. Mas como é que a gente sabe quando alguém está se colocando no papel de vítima? A resposta é: uma vítima tem três atitudes óbvias.
1. Culpar os outros.
Uma vítima sempre aponta o dedo para outras pessoas ou circunstâncias sem jamais olhar para si mesma. A vítima põe a culpa na economia, no governo, na bolsa de valores, no gerente, nos diretores da empresa, no marido ou na mulher, no sócio, em Deus e, é claro, nos pais. A culpa é sempre de outra pessoa ou de outra coisa. O problema é invariavelmente alguém ou alguma coisa, nunca ela própria.
2. Sempre ter uma justificativa.
Quando não está culpando alguém, a vítima trata de racionalizar ou justificar a sua situação dizendo: “Isso não é assim tão importante.” Você acha que se disser ao seu marido ou à sua mulher, à sua sócia ou ao seu sócio que eles não são assim tão importantes, algum deles ficaria muito tempo com você? A resposta é não. Da mesma forma que se em sua opinião determinada coisa não é assim tão importante, você simplesmente não terá essa coisa.
Vamos dar como exemplo o dinheiro. Toda pessoa que diz que dinheiro não é importante não tem dinheiro nenhum. Os ricos entendem a importância do dinheiro e o lugar que ele ocupa na sociedade. Nenhum rico acredita que dinheiro não é importante. 
Então pare de se justificar. Não faça como a raposa da fábula “A Raposa e as Uvas”.
3. Viver se queixando.
Queixar-se é a pior coisa que alguém pode fazer por sua saúde e por sua riqueza. A pior mesmo, e por quê? Porque existe uma lei universal que diz: “Aquilo que focamos se expande.” Quando  nos queixamos , no que estamos concentrados? Naquilo que está errado em nossas vidas. E, uma vez que aquilo que é focado se expande, receberemos mais do que está indo mal.
Você já reparou como costuma ser difícil a vida das pessoas que vivem se lamentando? Parece que tudo que pode dar errado lhes acontece. Elas podem dizer: “É claro que eu reclamo, minha vida é uma droga.” É justamente o contrário: é exatamente porque elas reclamam que a vida delas é uma droga.
Ó Céus, ó vida....

De hoje em diante, quando você se vir culpando os outros, se justificando ou se queixando, pare imediatamente. Lembre-se de que somos nós mesmos que criamos nossas vidas e atraímos para ela o sucesso ou algo negativo. É fundamental resgatarmos nosso poder e escolher cuidadosamente os nossos pensamentos e as nossas palavras.
E se você cruzar com algum tipo de pessoa assim, tome cuidado por que eles/elas são verdadeiros sangue-sugas emocionais e podem te destruir com esse campo negativo que as cercam. Podemos ajudar tentando abrir seus olhos, mas primeiramente devemos nos ajudar, então atenção.

Forte abraço e até a próxima.